5h - Convenções - 8ª parte: Bastidores 3 - Partida de Futebol e o Jogo Político

18/06/2012 09:13

5h - Convenções partidárias 2012 - Várzea Paulista

       8ª parte: Bastidores 3 - Partida de Futebol e o Jogo Político

        18.06.2012

   Mal comparando para representar a campanha eleitoral, tentaremos comentar a política do momento da melhor forma que possa sugerir uma partida de futebol.

   Como no campo, os candidatos precisam dosar suas forças e traçar suas estratégias com sabedoria para não deslanchar antes da hora nem se deixar envolver pelo toque de bola no meio de campo. Tanto um erro quanto o outro pode impedir o maior favorito de vencer a partida. Vimos isso claramente na eleição presidencial de 2010, quando o favoritíssimo Serra perdeu para Dilma, que só não venceu no primeiro turno porque teve o fator Marina Silva como bandeirinha para apitar impedimento no fim do primeiro tempo.

   Aqui em Várzea Paulista o pré-candidato Juvenal surge nas pesquisas como favorito, se dizendo tão à frente dos demais que só caberia prognóstico para saber quem seria o segundo. Mas o torcedor experiente sabe que primeiro tempo não ganha jogo. Jogar confiante na frente da torcida, assumindo que até mesmo uma Força Maior está apoiando o craque do time, não é garantia de bom desempenho quando a bola começa a rolar. E os últimos dias não foi nada bom no vestiário do PV, por mais que digam o contrário.

   A um custo ainda difícil de contabilizar, o PMDB parece sair da base aliada do governo municipal, ou já o fez, e somar seus minutos do horário eleitoral junto ao PV, e segundo comentam foi por intermediação do Dr. Cláudio Miranda na barganha por apoio para suas pretensões políticas. E sem descartar o PSB, partido fora da disputa principal, mas com forte disposição na busca de continuar a participar do jogo, negociando em todas as frentes, meios e laterais com esse objetivo. Os demais partidos, como o DEM, PTB, PDT e outros também estão nos bastidores do jogo, cada qual com seu poder de barganha, em maior ou menor gráu.

   As indicações são de que não passa de fofoca o lance do PMDB, mas tais intrigas bastam para dar a impressão de que uma equipe perde confiança, enquanto a do adversário ganha ritmo. É um jogo psicológico restrito aos cartolas,  candidatos, articuladores e assessores, onde, por enquanto, a grande maioria dos torcedores varzinos não estão nem aí para a eleição, mas é o que alimenta o be-a-bá político até a partida começar para valer dia 06 de julho, com as candidaturas homologadas de fato.

   As indefinições nas chapas do PV e PSDB são o melhor exemplo da grande neblina densa na política municipal. Enxergar em preto&branco num cenário desses é cometer engano.

   Vale lembrar que Clemente fez a aliança PSDB+PV na eleição passada, 2008, dando consistência ao PV na campanha, e que Jr. Aprillanti já foi vice-prefeito do governo do PT. Mas até o momento ambos seguem firmes em suas candidaturas, onde Jr. já tem a coalizão a ser confirmada na Convenção marcada para dia 24/06, e Clemente mantém a intenção de disputar a prefeitura sem sinais contrários. Contraditórios estão as negociações para fechamento de alianças, uma troca de passes e firulas como não se via antes nos bastidores.

  Pela lei a campanha eleitoral só começa em julho, para o eleitor desengajado começa é em agosto, com a transmissão do horário eleitoral obrigatório. O calendário já condicionou o eleitorado. Raras vezes uma campanha mobiliza corações e mentes antes dos comícios, pesquisas e propaganda entrar em cena. Por outro lado a eleição de 2012 começou a tomar corpo muito antes do interesse dos eleitores. O PV, embora denote desorganização e despreparo na base executiva da campanha, se lançou na aventura certo que desta vez vence as eleições, partindo na frente dos demais times, fazendo visitas e mini-discursos desde março ditos como para captar filiados. Mas o partido que realmente tem um cronograma elaborado com muita antecedência é o PT, mas se vê induzido pelas oposições a reagir às investidas das críticas e acusações, particularmente nas redes sociais, e a redução da base aliada como preocupante. Da oposição, dois pré-candidatos reagiram a seu modo nesta fase pré-Convenção: Jr. Aprillanti não aceitando as condições para ser vice em outras coligações, e Clemente procurando superar o atraso na confirmação da candidatura e de que não estaria impedido de concorrer, saindo ambos candidatos pelo PCdoB e PSDB respectivamente.

   Até o momento as eleições 2012 não empolgou a torcida que vota, exceto os torcedores militantes e bancos de reservas que se alimentam do vai-e-vem do jogo. Vai sobrar tudo para o rádio, TV, comícios, panfletagem e internet, sem deixar de considerar que os minutos de propaganda ganhos valem muito mais do que se imagina na condução das campanhas, segundo afirmam uns e de outros.

  Esse é o jogo político-eleitoral em Várzea Paulista. Joga quem quer, ganha quem pode. E quem não pode tenta não ser esquecido, pelo menos até o time todo ser escalado. Mas o jogo está embolado, caminha para ser decidido nos momentos finais e não terá prorrogação. Deve ganhar quem tiver mais ginga, espírito de equipe e preparo físico/psicológico até o apito final.

        18.06.2012

   Mal comparando para representar a campanha eleitoral, tentaremos comentar a política do momento da melhor forma que possa sugerir uma partida de futebol.

   Como no campo, os candidatos precisam dosar suas forças e traçar suas estratégias com sabedoria para não deslanchar antes da hora nem se deixar envolver pelo toque de bola no meio de campo. Tanto um erro quanto o outro pode impedir o maior favorito de vencer a partida. Vimos isso claramente na eleição presidencial de 2010, quando o favoritíssimo Serra perdeu para Dilma, que só não venceu no primeiro turno porque teve o fator Marina Silva como bandeirinha para apitar impedimento no fim do primeiro tempo.

   Aqui em Várzea Paulista o pré-candidato Juvenal surge nas pesquisas como favorito, se dizendo tão à frente dos demais que só caberia prognóstico para saber quem seria o segundo. Mas o torcedor experiente sabe que primeiro tempo não ganha jogo. Jogar confiante na frente da torcida, assumindo que até mesmo uma Força Maior está apoiando o craque do time, não é garantia de bom desempenho quando a bola começa a rolar. E os últimos dias não foi nada bom no vestiário do PV, por mais que digam o contrário.

   A um custo ainda difícil de contabilizar, o PMDB parece sair da base aliada do governo municipal, ou já o fez, e somar seus minutos do horário eleitoral junto ao PV, e segundo comentam foi por intermediação do Dr. Cláudio Miranda na barganha por apoio para suas pretensões políticas. E sem descartar o PSB, partido fora da disputa principal, mas com forte disposição na busca de continuar a participar do jogo, negociando em todas as frentes, meios e laterais com esse objetivo. Os demais partidos, como o DEM, PTB, PDT e outros também estão nos bastidores do jogo, cada qual com seu poder de barganha, em maior ou menor gráu.

   As indicações são de que não passa de fofoca o lance do PMDB, mas tais intrigas bastam para dar a impressão de que uma equipe perde confiança, enquanto a do adversário ganha ritmo. É um jogo psicológico restrito aos cartolas,  candidatos, articuladores e assessores, onde, por enquanto, a grande maioria dos torcedores varzinos não estão nem aí para a eleição, mas é o que alimenta o be-a-bá político até a partida começar para valer dia 06 de julho, com as candidaturas homologadas de fato.

   As indefinições nas chapas do PV e PSDB são o melhor exemplo da grande neblina densa na política municipal. Enxergar em preto&branco num cenário desses é cometer engano.

   Vale lembrar que Clemente fez a aliança PSDB+PV na eleição passada, 2008, dando consistência ao PV na campanha, e que Jr. Aprillanti já foi vice-prefeito do governo do PT. Mas até o momento ambos seguem firmes em suas candidaturas, onde Jr. já tem a coalizão a ser confirmada na Convenção marcada para dia 24/06, e Clemente mantém a intenção de disputar a prefeitura sem sinais contrários. Contraditórios estão as negociações para fechamento de alianças, uma troca de passes e firulas como não se via antes nos bastidores.

  Pela lei a campanha eleitoral só começa em julho, para o eleitor desengajado começa é em agosto, com a transmissão do horário eleitoral obrigatório. O calendário já condicionou o eleitorado. Raras vezes uma campanha mobiliza corações e mentes antes dos comícios, pesquisas e propaganda entrar em cena. Por outro lado a eleição de 2012 começou a tomar corpo muito antes do interesse dos eleitores. O PV, embora denote desorganização e despreparo na base executiva da campanha, se lançou na aventura certo que desta vez vence as eleições, partindo na frente dos demais times, fazendo visitas e mini-discursos desde março ditos como para captar filiados. Mas o partido que realmente tem um cronograma elaborado com muita antecedência é o PT, mas se vê induzido pelas oposições a reagir às investidas das críticas e acusações, particularmente nas redes sociais, e a redução da base aliada como preocupante. Da oposição, dois pré-candidatos reagiram a seu modo nesta fase pré-Convenção: Jr. Aprillanti não aceitando as condições para ser vice em outras coligações, e Clemente procurando superar o atraso na confirmação da candidatura e de que não estaria impedido de concorrer, saindo ambos candidatos pelo PCdoB e PSDB respectivamente.

   Até o momento as eleições 2012 não empolgou a torcida que vota, exceto os torcedores militantes e bancos de reservas que se alimentam do vai-e-vem do jogo. Vai sobrar tudo para o rádio, TV, comícios, panfletagem e internet, sem deixar de considerar que os minutos de propaganda ganhos valem muito mais do que se imagina na condução das campanhas, segundo afirmam uns e de outros.

  Esse é o jogo político-eleitoral em Várzea Paulista. Joga quem quer, ganha quem pode. E quem não pode tenta não ser esquecido, pelo menos até o time todo ser escalado. Mas o jogo está embolado, caminha para ser decidido nos momentos finais e não terá prorrogação. Deve ganhar quem tiver mais ginga, espírito de equipe e preparo físico/psicológico até o apito final.

 

 

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