5i - Convenções - 9ª parte: Política e Religião - 1

19/06/2012 13:17

5i - Convenções partidárias 2012 - Várzea Paulista

      9ª parte: Política e Religião - 1

          19.06.2012

   Com as premissas:

- Fé não se discute, mas nem sempre se pratica como deveria.

- Política se discute, mas nem sempre é colocada em prática como se espera.

  e com a aproximação do fim do período legal para realização das Convenções Municipais, observando a sempre controversa e complicada relação Religião+Política entrando em ação na vida dos fiéis de nossa cidade, com alguns pré-candidatos ativos na busca de apoio dos eleitores, acreditamos ser oportuno comentar dos efeitos dessa mistura na vida de cada um.  Não se pretende provocar qualquer tipo de polêmica ou insatisfação a qualquer das partes, pois ser cidadão acima de tudo é um direito de todos, lembrando que o Brasil é um estado laico que não prega religião nenhuma, e dá ao cidadão o direto de escolha e prática de sua fé.

   Outro ponto a ser lembrado é que a sociedade que hoje conhecemos está instituída com base na formação cultural do cidadão, e nela temos a família, escola, trabalho, fé religiosa e todos os tipos de experiências individuais, com todos os erros e acertos inerentes a cada um, moldando e ajustando continuamente sua consciência e valores.
   Para que possamos abordar esse tema em primeira instância, transcrevemos parte do sempre atual artigo de Dom Eurico dos Santos Veloso, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, MG, que servirá como parte ideal desse tão delicado e espinhoso tema, por vezes até mesmo ingrato, que extraímos da fonte:
http://www.universocatolico.com.br/index.php?/igreja-e-politica.html

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Todos nós devemos nos aperfeiçoar na nossa formação e participação efetiva no processo democrático de nossa sociedade pluralista que desejamos seja mais participativa, solidária, fraterna, justa e promotora da paz.

Queremos oferecer critérios e orientações que possam ajudar aqueles que interessam a cumprir seu dever eleitoral, com consciência e responsabilidade, pois, a política é uma forma sublime de exercer a caridade. Nossa finalidade é a mesma da própria Igreja. Sua missão, no campo político, visa formar as consciências cristãs de que há uma relação intrínseca, e, portanto, indissociável, entre vida e fé, promoção humana e missão religiosa.

A Igreja quer ser, no seu ensinamento social e político, inspiração para opções que teremos de fazer, com a máxima responsabilidade, no ano das eleições. Ela não se furta de sua obrigação ética e evangélica de formar as consciências para que os cristãos e as pessoas de boa vontade assumam, com transparência e compromisso sério o dever de fazer a melhor escolha, não apenas pensando em si, mas, de maneira forte e radical, no bem comum.

Julgamos muito importante a luta por uma democracia representativa que possa e deva impelir os partidos a assumir, plenamente, sua responsabilidade na escolha dos seus candidatos às eleições. É inadimissível e até vergonhoso que muitos desses partidos, mesmo entre aqueles de grande representação nacional, continuem apresentando, como candidatos, pessoas comprovadamente inescrupulosas no uso de recursos públicos. Há quem se aproveite das brechas da lei para não perder a elegibilidade, mesmo quando condenado.

Três grandes metas devem ter prioridade na atual realidade brasileira:
– a erradicação da fome;
– o efetivo respeito dos direitos humanos para todos;
– o desenvolvimento sustentável, que garanta qualidade de vida à população e respeito a ecologia.

A formação das consciências para a participação nas transformações sóciopolíticas é responsabilidade de toda a Igreja. Porém, a atuação concreta nesse campo compete, antes de tudo, aos Leigos que, de maneira especial, aí devem exercer o seu protagonismo.

 

Para todos os cristãos, é urgente buscar a união entre vida e fé, a expressão da fidelidade a Cristo na vida quotidiana, nas relações sociais e na participação política. Aproveitamos a oportunidade para louvar e apreciar o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, a serviço de todas as pessoas, do bem comum.

UM APELO VEEMENTE AOS PARTIDOS: que a escolha do candidato se faça a partir do seu programa, do seu comportamento ético e de suas qualidades (como honestidade, competência, liderança, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada pela atuação anterior), do seu compromisso com a justiça e com a causa dos marginalizados, com especial atenção a um programa de ação.

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Disponibilizado pela CNBB em Maio/04

 

 

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