635 - COMEÇA A CAMPANHA ELEITORAL 2016, A “GUERRA” DEMOCRATICA MUNICIPAL

16/08/2016 09:08

   Baseado em artigo de Francisco Ferraz

   Fonte: www.políticaparapoliticos.com.br

  Começa oficialmente hoje, 16/08, a campanha eleitoral, e o “assédio” ao eleitor vai ser quase como uma “guerra” travada pelos candidatos na “caça” ao voto e quem tiver a melhor estratégia deve levar a melhor. O conceito de guerra para Maquiavel pode ser definido para algo como: “Um conflito político grave, radical e intenso que contrapõe adversários numa disputa decisiva (isto é uma disputa na qual o derrotado perde, além do poder, as condições de competitividade) na qual os concorrentes usam todos os meios legais possíveis, para derrotar e submeter seus adversários, à exceção do recurso aberto à violência”. Portanto, o único meio ou recurso político com o qual uma democracia não pode conviver é a violência, principalmente porque DEMOCRACIA é um sistema político que substitui o uso da força física por votos.   

  Numa democracia há sempre muitos conflitos, a maioria dos quais podem ser evitados, ou pelo menos reduzidos em sua intensidade. Há, entretanto, certos conflitos que são inevitáveis, porque:

  a) os adversários não admitem espaço para negociação e transigência; 
  b) a situação de conflito está estruturada sob a forma de uma relação de “soma zero”, isto é, o que um perde é exatamente o que o outro ganha; 
  c) seu desfecho é decisivo para o resultado da competição, e para o futuro dos combatentes.

  Para esses casos a lição de Maquiavel é clara: Tentar apaziguar o adversário, ”ganhar tempo”, são procedimentos arriscados porque, a qualquer momento, o adversário pode romper a trégua e assumir a ofensiva.

  Assim, é preferível preparar-se por antecipação, escolher o melhor momento, municiar-se dos elementos necessários para vencer e, na ocasião certa, tomar a iniciativa e assumir a ofensiva.

  O mesmo procedimento pode ser usado também para a aplicação do pensamento militar de Sun Tzu à política. Sun Tzu é considerado o autor da Arte da Guerra, obra que continua a exercer influência nos dias que correm. As lições de Sun Tzu, assim como os conselhos de Maquiavel, quando redefinidos para uso numa democracia, assumem uma natureza política. Atente-se, neste sentido, para o que Sun Tzu tem a dizer sobre vitória e derrota, e sobre estratégia e tática: “Proteger-nos contra a derrota está em nossas mãos, mas a oportunidade de derrotar o inimigo é proporcionada pelo próprio inimigo.

  Portanto: “Vence a batalha quem não comete erros". Não cometer erros é o que estabelece a certeza da vitória, pois significa derrotar um inimigo que já está derrotado” (...porque ele cometerá os erros).

  O grande objetivo, entretanto, não pode ser não errar nunca. Erros acontecem e são inevitáveis. O que se busca é errar pouco, errar em questões menos importantes, e, sobretudo, manter sempre a possibilidade de corrigir o erro cometido.

  Sobre a importância da estratégia, Sun Tzu menciona: “Todos podem ver as suas táticas, mas assegure-se que ninguém possa descobrir a sua estratégia”.

  Em outras palavras, as táticas sempre são visíveis e poderão ser compreensíveis para seu adversário. Elas sempre são ações de operacionalização de uma estratégia.

  Não se chega, porém, ao conhecimento de uma estratégia, apenas pelo entendimento das táticas usadas.

  O que o general e o político não podem deixar acontecer NUNCA é que o adversário venha a conhecer a sua estratégia.

 

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