646 - NA GUERRA ELEITORAL, A VERDADE É A VITIMA?

02/09/2016 08:55

  Bom, para constatarmos que nada muda na política, salvo rarissímas exceções em alguns muncipios do Brasil, experts avaliam o contexto do atual momento de campanha eleitoral 2016, onde os eleitores estão arredios com o que se passa aqui em Várzea Paulista e no País.

  Consideremos a questão: Uma mentira repetida mil vezes pode começar a parecer verdade? 

  É o tipo de manobra usada para confundir os adversários, e parece ser o que os políticos de sempre querem usar para chegar ou se manter no poder com a questão enunciada acima, quando repetem insistentemente que o adversário é incompetente, nada fez, etc.. Do lado do governo todos se defendem, isso é fato inegável, mas continuar dizendo que a culpa é do governo anterior é, no mínimo, um argumento já desgastado, que raros eleitores acreditam e que pode virar contra os candidatos do governo se bem utilizado pelos adversários. Sim, pode perfeitamente ser o feitiço virando contra o feiticeiro, uma estratégia de marketing que pode muito bem dar com os “burros n´água”. Mesmo a banda do legislativo que tenta levar a sério o marketing do governo, pode estar com sérias duvidas e querer rever essa estratégia.

  Sabe-se que na guerra a primeira vítima é a verdade, seja a luta pela sobrevivência política ou não. A origem real do argumento ainda não está muito bem esclarecida, mas ser repetida pode tornar-se justificativa verdadeira se manipuladas as emoções "certas", e é amplamente conhecida embora seja lição ainda não devidamente aprendida por ouvidos sensíveis à armadilha. Ora, os argumentos dos politicos de sempre nesta campanha eleitoral corre solto e tenta convencer os descuidados que ainda acreditam em historinhas contadas por eles, mas hoje os eleitores estão mais cientes que como eles realmente são. Dos que estão no governo municipal, sabe-se que todos receberam e recebem os salários em dia e, certamente, trabalham para o governo dando margem a questionamentos e sobram suspeições sobre estarem participando da campanha de reeleição do atual prefeito em horário de expediente. 

  Fala-se do interesse dos candidatos de sempre em reafirmar a importância de se resolver os problemas do setor de saúde pública, em clara demonstração do potencial de reação à insinuação de que só um político "honesto, trabalhador e com competência" garantiria a solução. Mas há a desconfiança merecedora de crédito, dada a fraca lógica dos argumentos políticos que se vê na campanha eleitoral. Com os instrumentos de propaganda à disposição, os políticos, principalmente os do governo, teriam meios menos traumáticos (e mais seguros) de transmitir confiança à população, e isso já pode ser demonstrado com a "guerra pelo poder" entre as militâncias do PSB e do PV, que cada lado está fazendo de tudo para minar a credibilidade do do outro, mesmo com o eleitor desconfiando e tudo o mais, principalmente com a comunicação de ambas as partes perdidas em suas questões de "lógica" e atuação para convencimento do eleitor.

  É verdade que a arte de fazer uso do argumento como substituição do marketing de realização não é estranha à política. Assim como é verdade que as avaliações e cálculos nas ações de divulgação do candidato ainda deixam a desejar, e não contempla às expectativas da maioria. Por esse motivo, e muitos outros, o eleitor desconfia dos bons propósitos e das reais intenções nem sempre muito claras por serem genéricas (mais sáude, mais esporte, mais educação, etc). Talvez existam êrros na forma de marketing: primária, explícita, mas certamente haveria outras maneiras mais sutis de ganhar a confiança do eleitorado e opinião pública sobre o candidato. De argumentos bem colados há exemplos variados.

  A "obra-prima" de ambas as militâncias, no entanto, está sendo a versão popular da "incompetência", onde se dispara o já desgastado "nós contra eles". Insistem com esse argumento de força duvidosa, e o efeito indesejado pode acabar com as pretenções de ambos os lados e se inscrever adversamente no folclore político da cidade quanto a esta campanha eleitoral.

   Ah, sim, tem também:

  - muitas, muitas e muitas reuniões de campanha eleitoral, onde aparentemente não se tem uma estratégia clara até às urnas com exceção de um candidato (o do PTB),

   - as militâncias aparentando só ficar procurando argumentos contra os adversários,

  - quem deseja ser reeleito parece não ter mais força eleitoral, principalmente depois de 4 anos sem fazer nada de concreto no mandato, e onde parte estão com problemas na Justiça, com Inquérito Civil e tudo o mais,

  - parece que o governo não está conseguindo colar na opinião pública que o Ambulatório de Especialidades, transferido para onde "era" o Hospital, agora é o Poupatempo da Saúde no "quarteirão da saúde", 

   - os candidatos do governo aparentam estar bem "orientados", mas há especulações que todos podem estar fingindo que está tudo bem,

   - e por aí vai...

 

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