67 - DIFERENÇA ENTRE PESQUISA ESTIMULADA E ESPONTÂNEA

29/09/2012 08:17

   Como a Enquete do Blog foi com abordagem espontânea, entendemos ser oportuno mostrar a diferença entre a abordagem ESPONTANEA  e a ESTIMULADA.

    No caso da nossa Enquete, só foi mostrado o cartão com os nomes dos candidatos aos que se dispuseram a indicar em quem não votariam, e nesse quesito uma das perguntas mais ouvida dos entrevistados foi: "quem são os outros ?". Isso pode estar indicando que muitos eleitores ainda não estão interessados nas eleições, ou já tem um candidato preferencial e não se importam com os demais.

    Nos últimos dias observamos momentos contraditórios no que diz respeito a Pesquisa e Enquete da opinião pública sobre candidatos a prefeito.

    No primeiro momento tivemos o Jornal Noticia tentando registrar uma pesquisa da empresa Solis, mas que foi impugnada por se referir a cidade como Leme/SP.

   No segundo momento tivemos  Jornal A Verdade publicando o resultado de uma Enquete sem, no entanto, demonstrar como foi realizada e os critérios da avaliação apresentada.

   No terceiro momento o Blog realizou uma Enquete particular para se ter uma leitura mais isenta da preferência do eleitorado pelos candidatos a prefeito, sem utilizar de técnicas cientificas como as dos Institutos de Pesquisas reconhecidamente tidos como sérios (Ibope, DataFolha, Vox Populi, etc). Foi uma abordagem simples e direta, e sem estimulo ou indução ao consultado.

   No quarto e último momento conhecido, o de ontem, 28/09, com a publicação de uma pesquisa feita pela empresa Memento no Jornal Notícia, gerando muita insatisfação no meio político concorrentes do PV, inclusive com ação do PT contra a publicação.

   Mas vamos ao que nos propomos mostrar, a seguir:

 

   Fonte: http://jornalterceiravia.com.br/eleicoes/?p=126

   Boa parte das pesquisas, que são divulgadas principalmente às vésperas das eleições eleitorais, apresentam dois tipos de resultados: os estimulados e os espontâneos. Apesar de este tipo de abordagem ser muito utilizado na época em que os postulantes aos cargos públicos ainda não foram definidos, muitas pessoas não sabem a diferença dos dois modelos.

   De acordo com o Hugo Borsani, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ, nas chamadas pesquisas espontâneas, o entrevistado é questionado sobre qual o candidato ele pensa em votar, sem mencionar ou mostrar nenhum dos nomes dos candidatos adversários. “O entrevistado deve recorrer à sua memória e ao seu conhecimento dos demais candidatos”, explica.

   Já nas pesquisas estimuladas, junto com a pergunta sobre o candidato preferido, o entrevistado recebe um cartão com os nomes das outras pessoas em disputa na eleição. “Nas pesquisas espontâneas, o que se procura detectar é o grau de interesse na disputa eleitoral do entrevistado, assim como a intensidade da preferência”, ressalta.

   Em relação à diferença das duas pesquisas, o especialista acrescenta que nas pesquisas espontâneas a porcentagem de respostas “não sei” é muito mais alta que no caso das pesquisas estimuladas. “Nessas últimas, ao ser “estimulado” com os nomes dos candidatos, o entrevistado identifica os mesmos e consegue se definir com mais facilidade”, destaca.

 

 Credibilidade

 Hugo Borsani diz que não é que uma pesquisa seja mais confiável que a outra. Segundo ele, elas têm objetivos diferentes e ambas são importantes para entender a evolução da preferência dos eleitores.

“Ao exigir menos do entrevistado, a pesquisa estimulada reduz a porcentagem de ‘não sei’ ou ‘não responde’. Porém, a porcentagem baixa numa pesquisa espontânea – mesmo que mais alta na pesquisa estimulada – é um indicador preocupante para um candidato, uma vez que indica baixa intensidade das preferências e, portanto, que a escolha ainda não está muito definida”, conclui.

 

 

 

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