DEZ ERROS DOS CANDIDATOS ANTES DAS ELEIÇÕES, QUE SERÃO PERCEBIDOS NO FUTURO – Parte 2

13/07/2016 10:06

  ... continuação da parte 1 (final)...

  5º Não organizar as finanças das campanhas – as eleições de 2016 serão as primeiras pós-petrolão, quando o país inteiro mergulhou nos problemas da operação Lava-Jato e questionou as doações de campanha. Será sem dúvida a campanha com maior número de reclamações na Justiça Eleitoral versando sobre os gastos na realização da propaganda eleitoral e despesas de campanha.

  Fora isso, as empresas estão enfrentando uma grave crise, diminuindo o ritmo das doações, além do temor de estarem envolvidas em problemas jurídicos futuros.

  6º Subestimarem a força das redes sociais – muitos políticos não acordaram para a real importância das redes sociais. Por isso, tratam os Facebook, o Twitter e as mensagens eletrônicas via internet como mero apoio, permitindo a amadores manejarem suas contas, isso quando não é o próprio político que responde e faz as postagens.

  Assim como na medicina, no direito e na engenharia, as redes sociais devem ser cuidadas por especialistas, que medirão o que deve e o que não deve ser levado ao público.

  No pleito de 2012 foram feitas inúmeras palestras alertando sobre alguns problemas trazidos, na época, pelas redes sociais, mas hoje o número de usuários aumentou muito, as observações e a especialização dos que lidam com as redes é muito maior que 4 anos atrás. Em 2012 o Facebook tinha 35 milhões de usuários no Brasil, hoje são 89 milhões de pessoas ligadas à rede. Todo cuidado era pouco na época, hoje, todo cuidado é nada. Rede social é coisa para especialista!

  Vejamos mais alguns números impressionantes sobre as redes sociais: No Brasil, 87.6% da população que acessa a internet, tem conta no Facebook, enquanto nos EUA esse número cai para 49,9%. Os números das outras redes também são consideráveis, o Whatsapp tem 800 milhões de usuários no mundo todo, já o Instagram tem 300 milhões.

  Nas redes sociais o número de anunciantes também é significativo, ou seja, são empresas que avaliam os mercados anunciantes e gastam dinheiro onde o povo está. No mundo todo, cerca de 2 milhões de empresas e produtos são anunciadas somente nas redes tracionais que dispõem de propaganda.

  7º Desprezar uma assessoria de comunicação especializada – hoje, falar com a imprensa é coisa para profissional, mesmo nas cidades pequenas, os profissionais de imprensa devem ser tratados como despesa obrigatória de campanha, afinal eles estudam pra isso. Improvisar um amigo ou um conhecido que fala e escreve bem como “assessor de imprensa” pode significar o fim de uma candidatura de sucesso. O eleitor também está refinando suas críticas, os blogs, sites jornalísticos e até as rádios comunitárias estão presentes em todos os cantos do país. E elas multiplicam os votos ou servem para diminuir a voltagem de candidaturas que poderiam emplacar.

  Tenha um assessor de comunicação desde já, orientando cada passo e discutindo com você as ações de sua pré-campanha.

  8º Não treinar equipes – não se faz mais política como antigamente. Hoje em dia, para entregar papel no sinal de trânsito existe treinamento específico. Por menor que seja sua equipe faltando um ano para a eleição, ela deve ser treinada por profissionais capacitados.

  Sua secretária sabe que você é candidato? Seu motorista tem conhecimento que está lidando com o pretenso futuro prefeito da cidade? Toda essa gente pode te ajudar e a ajuda começa agora.

  9º - Não preparar um projeto de um plano de governo – faltando um ano para a eleição e considerando que a posse será meses após o pleito, a hora de preparar e discutir um plano de governo é agora. O plano servirá para convencer o seu partido, os aliados e, no final, a população. Será que ele pode ser relegado para a última hora?

  Pense, de agora em diante os compromissos vão só aumentar, as agendas vão ficar apertadas, obter doações, realizar encontros, reuniões, seminários do partido e até mesmo as convenções partidárias gasta tempo. Quando você vai preparar algo para a sua campanha?

  10º - Não realizar pesquisas eleitorais – infelizmente muitos políticos ainda desprezam as pesquisas eleitorais que medirão a sua popularidade e o que pensa a população sobre você e sobre os destinos de cada bairro, de cada rua, de cada localidade ou lugarejo.

  Meça os anseios deles por meio de pesquisas. Entrar numa pré-campanha, em janeiro de 2016 sem as pesquisas eleitorais pode ser um verdadeiro suicídio político, não arrisque essa aventura. Nem sempre o que os “analistas de plantão” dizem, corresponde à realidade do que pensa o povo. E mais, pesquisa é coisa para especialista, amadores não têm vez.

  Se você é político e quer ser prefeito, tem um mínimo de sensibilidade, tem visão e conhece sua cidade, mas você está restrito a um grupo social. Se você é advogado, por exemplo, seus maiores amigos são advogados ou lidam com a justiça, a visão deles não é a mesma do professor que atua nas escolas e não mantém contato com o seu mundo, aplicando-se o mesmo à visão do desempregado, que depende de escolas públicas, da rede de saúde e corre atrás de emprego usando ônibus e transporte público. Será que sua visão chegaria lá?

  Buscar auxílio profissional e analisar cada item dessas dicas, que estão resumidas, podem significar um avanço em sua campanha e no seu sonho de ajudar a cidade a ter dias melhores. É com voce...

 

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