142 - ANTES E DEPOIS DAS ELEIÇÕES EM V. PTA.

13/01/2013 15:01

   Quando o candidato se apresentou durante as eleições como sendo o que vai resolver os problemas que afligem a população e a cidade, bom... agora que foi eleito tem a oportunidade de mostrar porque foi eleito. E porque ? Porque em ano de eleição é sempre a mesma coisa, políticos propõem mundos para a população, a gente escolhe o menos pior, então ele é eleito e nunca alguém se dá por satisfeito (mesmo quem votou nele).

   O eleitor que  gosta de política pode começar a ficar desacreditado nestas primeiras semanas do novo governo, uma vez que os problemas conhecidos se agravam a cada dia que passa. Mas, com a herança recebida do governo anterior, ou seja o rombo  imenso encontrado nos cofres da prefeitura, pouco ou nada se pode fazer. É de suma importância que o novo governo tome ciência completa de como encontrou a administração, particularmente nas finanças, e traçe uma estratégia de solução a curto e médio prazo e divulgue de forma transparente à população. Pelo que se ouve nos círculos sociais, e dentro do novo governo, a divida já assume a proporção dos 100 milhões de reais aqui em Várzea Paulista, dificultando e criando barreiras para qualquer ação de solução em qualquer tipo de problema de ordem social e de infraestrutura a curto prazo. Não estamos defendendo o novo governo que entrou, mas sabemos da dificuldade imposta pelo que saiu e isso tem um contexto mal explicado do porque a divida existe, sendo passível de ações judiciais de quem entregou o baú sem uma moeda sequer e, muito mais, atolado de dividas.  

   Também entendemos ser algo circense ver os que saíram lendo as palavras que alguém escreveu sobre eles, e ainda esboçarem um sorriso tipo “então...". Entretanto também não estamos colocando contra a parede quem deixou a herança recebida pelo novo governo, não é nossa missão, mesmo porque quem deve tratar disso e tomar as medidas que entenderem ser cabível é o novo governo. A notícias são por demais preocupantes, a cidade está em estado deplorável e em situação de emergência, com os eleitores e população aguardando as ações emergenciais.

    Apesar das condições complicadas em que se encontra a prefeitura e o que se vê pela cidade, todos temos responsabilidades para com o novo governo. Devemos dar o que chamamos de voto de confiança, por 100 dias que seja. Antes disso, qualquer critica ao novo governo poderá ser entendido como “terrorismo” para tornar instável o que já está sériamente comprometido. É tentar desestabilizar os quem ainda está tomando conhecimento de como estão as coisas no governo herdado, e em 15 dias não é possível conhecer os pormenores de todo o status e complexidade da "herança", e muito menos tomar medidas emergenciais eficientes sem dinheiro em caixa. Todos sabemos disso.

    Portanto, srs. munícipes, antes de jogar as pedras no novo governo, considerem a necessidade e a direção que elas precisam ter para não criar um ponto de tensão social e acabar caindo sobre nós mesmos.

    Não vamos deixar que nossa cidade vire um palco de insatisfações, pois este é o caminho que podemos estar trilhando se consentirmos que toda e qualquer critica é válida. Isso não contribui para soluções e nem é democracia.

   Quem não é governo e deseja ser e participar da oposição, que seja com inteligência e só quando necessário for ! O tempo agora é de acompanhar a avaliação da situação e as medidas de emergência possíveis, enquanto é definido e planejado as  prioridades e ações indispensáveis a serem colocadas em pauta e em prática !

 

 

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