5 - EDUARDO T. PEREIRA COMENTA SOBRE VARZEA PAULISTA RETOMAR O DESENVOLVIMENTO

19/04/2016 08:23

Por Eduardo Tadeu Pereira

https://www.facebook.com/eduardotadeu.pereiraii?fref=ts

  O Governo Municipal tem um papel muito importante no desenvolvimento da cidade. Quando me tornei prefeito de Várzea Paulista, em 2005, o orçamento per capita era um dos menores de Estado de São Paulo, a falta de água e de tratamento de esgoto eram problemas crônicos e a infraestrutura nos bairros era muito precária. Esse cenário de grandes dificuldades se reproduzia em todas as áreas.

  Eu e minha equipe tínhamos dimensão do desafio que enfrentaríamos nos próximos anos e decidimos focar em um horizonte de conquistas e de grandes transformações para a cidade. A contratação de técnicos capacitados em áreas estratégicas da administração pública proporcionou à prefeitura a celebração de convênios importantes com os governos federal e estadual e até mesmo com a União Europeia. Como prefeito, dediquei-me à articulação de novos recursos para a cidade, através do diálogo constante com deputados, ministros e os presidentes Lula e Dilma.

  Colhemos os frutos desse esforço ao longo dos oito anos do meu governo. Quadruplicamos o orçamento municipal, que passou de R$ 52 milhões, em 2005, para R$ 200 milhões no final da gestão (2012). Esse salto na arrecadação viabilizou conquistas inéditas para Várzea Paulista: a duplicação da avenida Duque de Caxias, a urbanização da Vila Real, a entrega de uniformes e material escolar para os alunos de rede municipal de ensino, a descentralização da distribuição de medicamentos, a inauguração do primeiro hospital público de Várzea Paulista, o fechamento do aterro sanitário, a erradicação do trabalho infantil, o aumento do número de vagas em creches, de 260 para 1.200, o novo estatuto dos funcionalismo e seu plano de carreira, entre muitos  outros avanços que colocaram a cidade em um novo patamar de desenvolvimento.  

  O fim da falta de água e a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), conquistados a duras penas depois de uma intensa batalha que travei com a Sabesp, também foram fundamentais para a consolidação de uma nova fase, marcada por investimentos do setor privado. Se antes as empresas tinham receio de direcionar seu capital para Várzea Paulista, devido aos gargalos estruturais, a partir de 2005 elas passaram a ver a cidade com outros olhos e a enxergar grandes oportunidades. Foi então que o primeiro hotel se instalou em território varzino, assim como o Habibs, Maravilhas dos Lar, Chácara Mall, Caedu e o Mc Donalds, que anunciou seu empreendimento na cidade em 2012, ano em que concluí o meu segundo mandato.

  Essa transformação viabilizou a construção de uma marca para Várzea Paulista: Cidade das Orquídeas. E, com ela, trabalhamos o aumento da autoestima do povo varzino, a partir da valorização dos potenciais da cidade. Promovemos oito edições da Orquivárzea, com shows de artistas renomados, como Lenine, Titãs, Paralamas do Sucesso, Margareth Menezes, entre outros,  e exposição internacional de orquídeas. Pela primeira vez, Várzea Paulista foi destaque nas manchetes de grandes jornais, enchendo de orgulho o governo que sempre acreditou na sua vocação para o sucesso, e a população, digna dessa nova imagem.

  Nada disso teria sido possível sem a parceria dos cidadãos e cidadãs varzinos. Realizamos um governo estruturado na participação popular e, através de ações como o fortalecimento dos conselhos e o Orçamento Participativo, direcionamos os recursos públicos de acordo com as necessidades da população. Obras como a Unidade de Saúde da Vila Real e a CEMEB Wilfrido Wieneke foram votadas pela população.    

  Infelizmente, essa não foi a conduta adotada pelo governo que me sucedeu. O atual prefeito já completou mais de três anos de mandato e tem se demonstrado incapaz de lidar com os desafios que a gestão pública impõe. Ao contrário da postura que adotei, de governar para o presente e o futuro, ele e sua equipe fixaram o olhar no passado, onde buscam equivocadamente desculpas para justificar uma administração ineficiente, incapaz de cumprir as propostas de campanha e trazer respostas às demandas da população.

  A dívida municipal não é uma desculpa plausível para a estagnação de um governo. Quando assumi a Prefeitura, a dívida representava 48% do orçamento municipal. Reduzi esse índice para 39% e ainda entreguei a administração com convênios que totalizavam R$ 70 milhões para serem investidos pelo atual governo. Nesse pacote,  estavam inclusas, entre as obras, a canalização do córrego Bertioga, a pavimentação das últimas ruas de terra dos Américas, o recapeamento de vias, a Unidade de Pronto de Atendimento (UPA), a Praça PEC, a terceira fase de duplicação da Duque de Caxias, o prolongamento da Avenida Ipiranga. A atual administração também herdou o prédio da maternidade e do centro cirúrgico totalmente equipados, embora não os tenha inaugurado. 

  Hoje, Várzea Paulista sofre os impactos de uma política de gestão fraca e sem planejamento, que não tem qualquer capacidade de articulação de recursos juntos a outras esferas de governo. Como resultado, temos uma cidade estagnada, sem novos investimentos, e que, em muitas áreas, andou para trás: a edição 2016 da Orquivárzea foi cancelada, os alunos já não recebem mais uniforme e material escolar, a distribuição de medicamentos já não é mais realizada em todas as UBS, entre inúmeros outros retrocessos.

  “Várzea Paulista parou”. Tenho ouvido muito essa frase dos cidadãos varzinos, que questionam frequentemente se eu entrarei na disputa pela prefeitura em 2016. Hoje, sou presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e tenho grandes responsabilidades na luta por melhores condições para as cidades brasileiras. Porém, tenho o legado da transformação de Várzea para defender e um compromisso com a promoção de uma vida melhor para seus cidadãos. Sendo essa a minha missão, apresento-me como pré-candidato a prefeito, com a proposta central de colocar a cidade, novamente, nos rumos do desenvolvimento. 

 

 

Voltar