ÊRROS POLÍTICOS E CAMPANHA

30/05/2016 08:18

  Em 01/09 publicamos a abordagem abaixo, que ainda se mantém atual, e a reproduzimos revisada para que os atuais pré-candidatos a vereador possam levar em conta para tentar se eleger nestas eleições 2016.

  A campanha política reflete uma situação comum na nossa cidade, o medo dos políticos em assumir os erros. Quem ouve os políticos falarem pode perceber que os políticos simplesmente não erram. Eles são perfeitos. Nunca se ouve um político dizer "eu errei", e este é o maior erro que podem cometer.  Entretanto, nas conversas e reuniões na cidade, jem quem diz que já ouviu candidato afirmar que errou sim porque é humano como qualquer um de nós, e tem assumido que cometeu erros. 

  Praticamente todos os políticos já cometeram erros, afinal são seres humanos, ou seja passíveis de erros, mas, quando o político é bom ele tenta consertar o que fez de errado, só que também existem aqueles que fazem coisas erradas o tempo todo, mas não assume de forma alguma, nem para a imprensa, nem para a sociedade, pois, eles fazem isso por que acham que fizeram o certo e/ou não tem que dar satisfação a ninguém.

   De modo geral, os políticos não gostam de dizer a verdade. Será que uma campanha não ficaria muito mais digna e real se fosse feita uma análise geral do candidato, apontando erros e acertos de cada um e explicando para a população os motivos dos erros e como serão resolvidos ? Será que é tão grave assim assumir um erro, e propor uma nova alternativa para que estes erros não ocorram mais ?

   Um simples escorregão do candidato numa questão sem importância pode se transformar em alvo dos adversários, e todos os seus acertos em anos de vida pública são esquecidos. Exatamente por isso ninguém assume seus erros, pois os adversários crucifica rapidamente uma pessoa por menor que seja a atitude. Imaginemos o que seria de um candidato que fosse para a imprensa, televisão e o rádio dizer que errou. Seria apedrejado pelos adversários, rotulando-o de incompetente e fazendo a população acreditar que todos aqueles erros vão se repetir caso seja eleito.

  Assumir os próprios erros é uma atitude muito própria de cada um. Muitas das causas se encaixam em duas situações:

  - a primeira é que muitas pessoas necessitam de um incontrolável sentimento de afirmação perante a sociedade. Não estar bem aos olhos dos demais indivíduos provoca mal estar e preocupação.

  - a segunda é a necessidade de recompensa e sucesso pelos seus atos. Infelizmente esta não é a forma ideal de lidar com produção, criação e gerenciamento da imagem. É preciso pensar nos problemas de maneira a encontrar as melhores idéias e soluções e não o que irá gerar a maior recompensa.

   Na campanha política, há situações em que se torna indispensável não somente reconhecer um erro, mas dar uma demonstração pública de arrependimento. É uma circunstância limite. Políticos odeiam reconhecer erros e reagem, com uma revolta quase indignada, à sugestão de admitir uma falha publicamente. Para eles, tal comportamento é uma evidência de fraqueza, uma prova de inconsistência, um abalo em sua credibilidade. Tudo que confirme, com suas próprias palavras e ações, as acusações que o adversário lhe fez. É inegável que este argumento é verdadeiro e que sobram razões para que o político tente evitar a todo custo uma situação constrangedora assim. Por isso, em “condições normais”, ele busca outras saídas para contornar a situação: reinterpreta o que disse, muda de assunto, provoca ações diversionistas, e parte para o ataque ao adversário.

  Portanto, o candidato deve ficar atento para não cometer erros durante a campanha eleitoral. São muitas leis fiscalizadoras que precisam ser cumpridas. Caso a Justiça Eleitoral seja acionada, o eleito pode perder o cargo antes de conquistá-lo.

   Fora os erros jurídicos, há vários equívocos que um candidato pode cometer em campanha, como a má distribuição de gastos. Marketing político é bom senso, é saber interpretar as situações e controlá-las ao máximo.

   A idéia de uma campanha eleitoral é fazer o maior número de acertos possível. O vencedor será o candidato que menos erros cometer durante a campanha. Para diminuir a possibilidade de erro é importante estar aliado a uma assessoria de campanha com profissionais realmente competentes e experientes.

    Principais Erros Eleitorais na campanha

1- Falta de um diagnóstico claro ou uma avaliação superficial do cenário político, redutos eleitorais e perfil dos candidatos adversários;

2- Declarações públicas desnecessárias e infundadas capazes de provocar polêmicas negativas ou agredir algum segmento eleitoral;

3- Conhecimento superficial do público alvo com seus anseios, dúvidas e preferências;

4- Estratégias frágeis e de pouca visibilidade para se distinguir e se destacar dos concorrentes;

5- Proposta e discurso político sem clareza e objetividade;

6- Deixar de levar em conta os aspectos históricos, culturais e a realidade regional da cidade e do povo onde a campanha é veiculada;

7- Demorar e/ou não responder a altura ataques e denúncias veiculadas na mídia e nos programas eleitorais;

8- Menosprezar a capacidade dos candidatos concorrentes e insistir no “já ganhei”, pois um pequeno deslize, no “apagar das luzes”, pode destruir todo o esforço da campanha, e se isso acontecer é porque foi mal planejada e comandada;

9- Deixar de trabalhar com profissionais experientes e com capacidade e conhecimento para construir, reverter e mudar a opinião pública.

10– Mentir ou incentivar boatos para desacreditar o adversário quando a campanha não vai bem, isso não é boa política e geralmente volta contra o candidato.

 

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