HINO À CARIDADE

10/12/2012 08:22

 

Aspirai aos dons mais altos.

Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos.

 

Ainda que eu falasse as línguas,

as dos homens e as dos anjos,

seu eu não tivesse a caridade,

seria como um bronze que soa

ou como um címbalo que tine.

 

Ainda que eu tivesse o dom da profecia,

o conhecimento do todos os mistérios

e de toda a ciência,

ainda que tivesse toda a fé,

a ponto de transportar montanhas,

se não tivesse caridade,

eu nada seria.

 

Ainda que eu distribuísse

todos os meus bens aos famintos,

ainda que entregasse

o meu corpo às chamas,

se não tivesse a caridade,

isso nada me adiantaria.

 

A caridade é paciente,

a caridade é prestativa,

não é invejosa, não se ostenta,

não se incha de orgulho.

Nada faz de inconveniente,

não procura seu próprio interesse,

não se irrita, não guarda rancor.

Não se alegra com a injustiça,

mas se regozija com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê,

tudo espera, tudo suporta.

 

A caridade jamais passará.

Quanto às profecias, desaparecerão.

Quanto às línguas, cessarão.

Quanto à ciência, também desaparecerá.

Pois o nosso conhecimento é limitado,

e limitada é a nossa profecia.

Mas, quando vier a perfeição,

o que é limitado desaparecerá.

 

 

Quando eu era criança,

falava como criança,

pensava como criança,

raciocinava como criança.

Depois que me tornei homem,

Fiz desaparecer o que era próprio da criança.

 

Agora vemos em espelho

e de maneira confusa,

mas, depois, veremos face a face.

Agora meu conhecimento é limitado,

mas, depois, conhecerei como sou conhecido.

Agora, portanto, permanecem fé, esperança e caridade,

estas três coisas.

A maior delas, porém, é a caridade.

 

 

 

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