63 - INDECISOS: ELES FAZEM A DIFERENÇA NAS ELEIÇÕES ?

24/09/2012 19:58

   Certamente todos os candidatos já fizeram essa pergunta para alguém ou para si mesmo: será que realmente são os indecisos que  acabam fazendo toda a diferença nas Eleições Municipais? 

   As sondagens costumam chamar “indecisos” àqueles que não definem de imediato um voto preferencial.

   Se for perguntando em Várzea Paulista se ainda existem muitos eleitores indecisos, sem dúvida a resposta é SIM. Temos em nossa cidade muitas pessoas que ainda não optaram por um candidato. São cerca de mais de 30% de eleitores que ainda esperam o momento certo para escolher. Pode-se considerar que muitos destes são mais analíticos e observadores do que indecisos.

   Entre essas pessoas também existem àqueles que mesmo depois de tomarem sua decisão, ainda vão preferir não demonstrarem publicamente sua intenção de voto.

   É certo que a indecisão pode representar muito, principalmente nos resultados finais.  Tem-se observado que nas eleições tendem a lidarem com a política como lidam com os times de futebol, ou seja: são fiéis, mesmo. Estes não têm espírito crítico, não são  independentes. Não é o caso desse eleitor mudar de candidato, até mesmo porque isso não resolveria muito. O que se deve entender é que se o eleitor é um desses que acredita que os tempos mudam, mas seu candidato continua o mesmo, honesto e atuante como antes, então deve seguir em frente, não há nenhum problema em sua escolha, deste que ela seja uma decisão consciente.

  Sobre  os indecisos em uma eleição, onde quer que ela seja, a campanha eleitoral só irá fortalecer conceitos sobre cada candidato. Há quem diga que os indecisos são a razão de ser do voto. Se não fosse assim, nenhum candidato se preocuparia com eles.

   Vamos examinar rapidamente, do ponto de vista do Marketing político, os três estados do eleitor, existente em todas as eleições.

   Todo Marketing político trabalha sobre o eleitor e não sobre o voto. O voto é uma decorrência da escolha do eleitor.

   Antes, entenda-se que o Marketing político-eleitoral é uma ilha de controvérsias cercada de exageros por todos os lados. De modo geral, e por muita gente, o Marketing é considerado um artifício onipotente, que anula os fatores políticos aparentes e reduz a quase nada a personalidade do eleitor; basicamente o eleitor é sempre considerado como absolutamente frágil e indefeso. De forma exagerada no extremo oposto, o Marketing é considerado um recurso técnico e científico neutro, girando em torno de um eleitor absolutamente inconstante e todo-poderoso. A realidade se encontra entre essas duas posições. O Marketing eleitoral introduz uma parcela de racionalidade na administração dos processos político-eleitorais. Trata-se de uma técnica com possibilidades reais e com muitas limitações, onde ela pode uma porção de coisas e não pode outras tantas

   Mas continuemos. Teóricamente existem três estados do eleitor:

   · o fiel,

   · o flutuante,

   · o retardatário.

   Os eleitores fiéis são a fração minoritária do eleitorado. O Marketing eleitoral não perde tempo com eles porque são resistentes à mudança e já tem uma posição definida. O Marketing concentra-se nos eleitores que podem mudar de idéia: os flutuantes e os retardatários. São esses que podem virar o jogo e decidir as eleições. O eleitor fiel, bem mais informado e politizado, não tem poder estatístico de predominar na urna.

   Não se deve perder tempo com o eleitor fiel, ele não decide eleição. Não se deve argumentar nada contra eles porque não vão acreditar.

   A propaganda se faz para os eleitores flutuantes e retardatários, ou seja para os “indecisos”, e com uma ação tal que permita o máximo de intensidade nos últimos dias. Na atual conjuntura os partidos tendem a reservar as verbas e as energias para os 10 dias finais, quando realmente a eleição se decide em cima dos flutuantes e retardatários, e se forem muitos o pleito só vai se resolver realmente nas últimas 48 ou mesmo 24 horas.

 

 

 

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