146 - OS APOLITICOS E AS ELEIÇÕES DE 2014

20/01/2013 14:37

   O estado ou qualidade de ser apolítico pode ser visto como sendo a apatia e/ou a antipatia para com todas as filiações políticas. Ser apolítico também pode se referir a situações em que as pessoas tomam uma posição imparcial em relação a assuntos políticos. No dicionário Collins a definição de "apolítico" é: Politicamente neutro, sem atitudes políticas, conteúdo ou preconceito.

   Como mostra uma pesquisa divulgada pelo Jornal O Estado de São Paulo, que informa o salto do numero de apolíticos, pessoas sem preferências partidárias, de 28 para 56% no Brasil em 2012. Portanto, pode ser entendido como um certo desencanto dos eleitores para com os partidos e suas mazelas envolvendo seus representantes (mensalão, auto-aumento dos próprios salários, corrupção ativa e passiva, negociatas, nepotismo, descaso para com o eleitor e população, compra de votos, etc.).

   Considerando o contingente atual de apartidários, alguns políticos notáveis e comprometidos com a seriedade política se movimentam para a criação de legendas que possam cativar e absorver estes eleitores apáticos ou descontentes com os partidos. E há quem diga que um prenuncio de "morte anunciada" do PSDB e um evidente descontentamento com o PMDB, indica como certo que as perdas eleitorais recentes tem gerado novos apartidários em busca de novos horizontes e ideais políticos e democráticos mais consistentes e menos corruptos. E isso tanto dentro como fora dos atuais partidos. Há quem diga que um prenuncio de "morte anunciada" do PSDB e do DEM, e um "sutil" descontentamento do eleitorado para com o PMDB, aparentemente tem gerado novos apartidários em busca de novos horizontes políticos e democrático. E isso tanto dentro como fora dos atuais partidos. E também sem considerar os partidos menores que mostrou discreto crescimento nas ultimas eleições como alternativas de poder, os que são apenas de aluguel e sem levar em conta o PT com seus filiados e eleitores que tem demonstrado serem uma fatia fiel do eleitorado.

   Entre os exemplos de político hoje apartidário, um que pode ser admitido neste contexto é  Marina Silva que, mesmo com seus 23 milhões de votos na última eleição presidencial, foi simplesmente “descartada” pelo PV em uma disputa interna pelo poder logo após as eleições 2010, onde e quando Marina se deu conta de que serviu apenas aos "interesses" do PV ao lhe conceder disputar pela legenda, e não das aspirações, ideais partidários e democracia, e que por fim deixou o partido gerando um “vácuo” apartidário quanto aos seus eleitores. Ao contrário do se esperava, ou seja, de que ela fosse esvaziada do cenário político, eis que se mantém consolidada no contexto nacional como detentora do legado de votos lhe foram conferidos pelos eleitores. Dessa forma, os votos não foram dados ao PV, e sim a ela. Quem perde com isso ? O PV, óbvio. Mas o PV não se dá por vencido e já começa a articular para ter como candidato em 2014 o controverso Fernando Gabeira. Embora se entenda que essa possibilidade ainda esteja no campo das especulações sabe-se que, na “guerra” de caça de interesses e eleitores, onde há fumaça...

   Vejamos um artigo publicado por Roldão Arruda, dia 17/01 no O Estado de São Paulo, que pode auxiliar na compreensão deste contexto:

“Marina Silva reúne militantes para discutir novo partido”

   A formação de um novo partido, para disputar as eleições presidenciais de 2014, é o tema da reunião que a ex-senadora Marina Silva realiza em São Paulo, no dia 22 (terça-feira). Ele quer ouvir sobretudo os militantes do Movimento Nova Política – uma articulação informal de pessoas que a apoiaram na eleição de 2010 e desde então vem conversando sobre uma nova legenda. A reunião será aberta.

   A ex-senadora, que ficou em terceiro lugar na corrida presidencial, com quase vinte milhões de votos, reuniu-se nos últimos dias com parlamentares de diferentes partidos. De maneira geral, segundo seus assessores, tem sido estimulada a deflagar logo a criação do partido. Alguns prometeram declarar apoio imediato. Outros, por questões de vínculo partidário, pretendem se manifestar só na fase final.

Para por o partido em pé, Marina e seus apoiadores precisam recolher cerca de 500 mil assinaturas até o início do mês de outubro. É uma tarefa difícil, mas viável, dizem os defensores da nova sigla.

   A ex-senadora Heloísa Helena, amiga pessoal de Marina, tem dito que a decisão já foi tomada e que ela deve deixar o PSOL para se filiar à sigla. Mas, segundo Basileu Margarido, um dos assessores mais próximos da ex-ministra do Meio Ambiente, o diálogo ainda está aberto. “Ela quer ouvir mais opiniões sobre fundar o partido ou continuar articulando um movimento político suprapartidário”, afirma.

 

 

   

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