45b - PERDER A ELEIÇÃO (2)

04/09/2012 07:43

    Estamos mostrando a questão de como perder a eleição de duas formas:

- a primeira, já apresentada no Opinião anterior de forma irreverente, não deve deixar de ser de levada a sério,

- a segunda, a seguir, é quando o candidato se dá conta que a chance de ganhar ficou fora de seu alcance.

 

   Vejamos a segunda.

   Adaptamos o texto abaixo para a realidade de Várzea Paulista, que é a mesma para onde houver eleição.

   Lembrete: qualquer coincidência deve ser mera especulação, ou não ?

 

   Como perder uma eleição sem cair no ridículo

    Adaptação do texto de Marcos Coimbra

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marcos-coimbra-como-perder-uma-eleicao-sem-cair-no-ridiculo.html

   Nas eleições, chega uma hora em que todos os candidatos, com exceção de uns ou outros, tomam consciência que vão perder (ou que já está definido que não ganham). Há casos em que a disputa permanece acirrada até a véspera e ninguém é obrigado a fazer essa difícil admissão. São mais numerosas, no entanto, as que logo se afunilam e se resolvem cedo.

   Os políticos sempre entram nas eleições esperando ganhar, mesmo quando sabem que suas chances são mínimas. Existem os que participam apenas para defender posição ou divulgar as plataformas de seus partidos, mas são raros.

   Depois que as campanhas começam, a expectativa de vitória costuma tornar-se certeza. Por menores que sejam, os candidatos vão se convencendo que suas possibilidades são grandes. Talvez porque convivam principalmente com seguidores e sonhadores, talvez porque confundam a boa educação dos cidadãos para com eles, fantasiando que uma simples cordialidade traduza apoio. Mas é certo que, a alturas tantas, todos achem que vão ganhar.

   Ao contrário do que se poderia imaginar, as pesquisas eleitorais não mudam sua opinião. Não é por estar lá atrás e haver outros mais bem situados que eles pensam com mais cautela. Todos têm vários exemplos para citar, de políticos que começaram mal nas pesquisas e terminaram ganhando (Dilma é o exemplo mais evidente).

   A constatação de uma derrota iminente é especialmente complicada para os candidatos maiores, dos grandes partidos. Ainda mais se estiveram na liderança das pesquisas.

   Agora, por exemplo. O que deve fazer um candidato, como deve se comportar nos 30 dias finais desta eleição?

   Ninguém gosta de chegar à conclusão que um projeto acalentado há muito tempo não vai dar certo, antes que a inevitabilidade se imponha. Não faz parte do senso comum a expressão “a esperança é a última que morre” ? Que, enquanto há vida, não se deve renunciar a ela ?

   O problema é que, quase sempre, esses momentos levam as pessoas a gestos extremos, nos quais não se reconheceriam em condições normais. O ateu vira crente, o racional vira místico, o sério pode ficar ridículo. O arrependimento por essas guinadas costuma ser grande.

   Na política, encruzilhadas desse tipo são ainda mais perigosas. A caminho da derrota, o candidato se isola cada vez mais, começa a ouvir apenas os assessores que o aconselham a fazer de tudo, a tentar qualquer coisa. A usar de qualquer recurso e não admitir o insucesso.

   Nessa hora, os candidatos deveriam parar de pensar no que ainda resta a fazer, no esforço inútil de reverter uma situação sem perspectiva, e olhar para frente. Perder e ganhar são parte da vida de quem opta por uma carreira política. Ganhar é sempre melhor, mas perder mal é muito pior que saber perder.

   O candidato, e os adversários, precisam pensar no que vão fazer nos últimos 30 dias destas eleições. Podem continuar no rumo em que estão, tentando tudo e mais alguma coisa, para mudar o desfecho que todos antecipam. Podem continuar a fazer como fizeram desde o inicio, ao embarcarem na canoa que os trouxe até o momento atual, mas o resultado pode não ser o desejado. Saber perder uma eleição também é uma arte.

 

 

 

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