52 - PERFIL DO ELEITOR EXIGE EMOÇÃO DOS CANDIDATOS

11/09/2012 06:34

   Artigo de Giorgia Cavicchioli

   Em tempos de redes sociais, o maior erro que pode ser cometido por político é tratar eleitores com frieza

   O perfil do eleitorado está mudando por conta do acesso às informações que a internet oferece. O candidato não tem mais como esconder o seu perfil e passado. Muitos eleitores que não gostam de assistir ao horário político acabam tendo contato com os candidatos pelas redes sociais, sites e blogs.

   O candidato que começar a cuidar da sua marca pessoal e souber usar uma linguagem adequada para as redes vai ter alguns pontos a mais.

   É necessário saber fazer uso da internet para se beneficiar, com isso é preciso usar a linguagem que atinge com mais eficiência os eleitores que gostam de usar esses meios de comunicação.

   Esse tipo de comunicação não acontece em todas as regiões da cidade, regiões mais afastadas do centro urbano nem sempre não compartilham desta realidade. A postura do eleitor mudou em regiões onde a internet é muito acessada, onde existem pessoas que acessam a internet e onde os eleitores “estão mais críticos” e essa mudança é mais evidente.

   As pessoas estão avaliando e considerando mais o que o político apresenta por conta de casos de má administração, e a circulação constante de casos de corrupção vai gerando no cidadão uma consciência mais crítica. De alguma forma, as pessoas estão buscando conhecer o universo dos candidatos.

   Nestas eleições, muito se fala sobre o tempo durante o horário eleitoral. A diferença é notória quando comparamos o espaço dos candidatos. Os especialistas concordam que nos casos em que o candidato tem pouco tempo nos grandes veículos de informação, é preciso “chamar a atenção. Um exemplo clássico de boa comunicação e carisma é o ex-deputado federal Enéas Carneiro, que morreu em 2007. O modo como Enéas se comunicava era eficiente e mostrava um “sentimento de verdade e emoção”.

   O cientista político geralmente acredita que frases de impacto atraem o eleitor para as propostas do candidato e faz com que eles queiram conhecer melhor suas propostas. Porém, há uma ressalva em relação a esse tipo de empatia gerada pelo candidato. Grandes frases de impacto, de forma imediata, atraem o eleitor. Alguns usam o recurso do marketing, mas isso não é para todos. Nestes casos, temos que ficar atentos. Se não o eleitor corre o risco de eleger políticos que não deviam.

   Para atrair o eleitorado, é fundamental para o candidato “colocar os pontos fortes na frente e falar com paixão”. Tivemos alguns presidentes que colocavam essas questões em primeiro lugar e foram bem aceitos pelo povo. É o que aconteceu com o Lula. Ele sabe falar, era sindicalista e passava a verdade dele. Quando ele começou, tinha um histórico de verdade e as pessoas acreditavam nele. A emoção que ele passava era verdadeira.

   O maior erro que o candidato pode cometer durante as eleições é “agir com frieza”, pois as pessoas são movidas pelo carisma. Além disso, esse tipo reação não acontece só no Brasil, pois “a emoção é de cada país, mas a identificação é única, do ser humano”.

   É importante que o candidato cative as pessoas. A atenção é captada pela emoção e não pelo conteúdo.

   Essa “emoção” também pode ser observada durante brigas entre os candidatos, que acontecem na maioria das eleições. Porém, esse pode não ser um modo eficiente de chamar a atenção para as propostas. Uma bela briga entre os candidatos dá movimento e anima os debates. Isso gera assunto no dia seguinte. As brigas entre os candidatos são vistas como fingimento por grande parte da população e que essas atitudes são mais exploradas durante eleições municipais, pois “mexe com o dia-a-dia”. Isso anima o interesse do eleitor e faz parte da democracia dentro das eleições.

 

 

 

 

 

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