72 - AS PESQUISAS, A "BOMBA" E O MURSA

05/10/2012 08:30

   Hoje devemos conhecer oficialmente o que a Justiça Eleitoral decidiu sobre os pedidos protocolados pelo PT, PSDB e a empresa de pesquisa ENCUESTA. Há alguns desencontros nas informações, sem no entanto perder o conteúdo da verdade que pode estar contida nelas. O que vamos verificar hoje é o que decidiu a Justiça Eleitoral, que dá a sentença sobre as questões e recursos apresentados.

   Supõe-se, em algumas avaliações preliminares e informais, que todas as pesquisas de responsabilidade, do estatístico Augusto da Silva Rocha, feitas pelas 3 empresas, Encuesta, Memento e LDamas Broberg, deverão ser impugnadas face às "falhas" existentes. Nestas questões envolvendo as pesquisas, institutos, estatístico, jornais e opinião pública, a Justiça Eleitoral certamente estará tomando todas as medidas cabíveis e legais para desmontar as fraudes que houverem. Seria o minimo a bem da verdade, da democracia e do eleitor.

   Entretanto, se realmente a pesquisa publicada pelo jornal Notícia foi considerada fraudulenta, a Justiça Eleitoral deve estar tomando todas as medidas legais cabíveis em conformidade com a sentença. Comentários de quem esteve presente nas reuniões de ontem a noite no Fórum, do qual participou todos os envolvidos, revela expectativas de que seria acionada a polícia federal para investigar a questão, e que os envolvidos sejam denunciados e responsabilizados devidamente dentro da lei. Isso é muito sério, trata-se de influenciar o eleitorado usando de uma mentira fabricada para garantir votos e conquistar os indecisos, e entendemos se tratar de crime eleitoral grave que pode, inclusive, ser punido com a impugnação de candidatura do candidato envolvido com o beneficio que possa ter obtido junto à opinião pública. Não estamos julgando a questão e nem os possíveis envolvidos, não somos aptos para isso e nem temos esse direito, mas ficamos apreensivos com essas noticias na política praticada na cidade na busca pelo poder a qualquer custo.

   Assim que o Cartório abrir e disponibilizar essas informações, iremos publicando na seção Última Hora do Blog no decorrer do dia.

   Observamos ontem que panfletos foram distribuidos na cidade com "acusações" a candidatos e ao prefeito, dos quais vamos abordar superficialmente dois deles:

   - sobre a "BOMBA": Não é para ter o feito desejado por quem distribuiu se considerarmos apenas o que diz respeito ao deslize extra-conjugal do prefeito e sua suposta filha. Verdade ou não, o que importa é que isso é algo corriqueiro na sociedade e em todas as camadas sociais, portanto não entendemos ter influencia no eleitorado. Se verdade for, o prefeito assumiu a responsabilidade conforme descrito no panfleto, e não há o que condenar nisso. Por outro lado, é condenável quem usou de uma informação como essa para obter vantagens nas eleições de 2008, seja qual for. Bom, não estamos julgando qualquer das partes, não é nosso desejo nem nosso direito, mas o eleitorado pode estar considerando isso.

   - sobre o MURSA: Essa é uma "acusação" com certo fundo de verdade. Realmente, o candidato "acusado" também votou a favor da transformação da área rural em área urbana na 47ª sessão da Camara Municipal em 18/05/1994, com suas razões como vereador que era na gestão do então prefeito Hélio Hércules. O que isso tem de relevante ? Tem que os moradores da região deixaram de pagar o Imposto Territorial Rural, para pagar o IPU. Isso deixou os moradores da região do Mursa muito contrariados porque o valor de imposto anual subiu às alturas. O governo posterior do Clemente procurou rever o problema e redefiniu o zoneamento da cidade, restabelecendo parcialmente a zona rural. Não se teve noticias contundentes da região até que o governo atual aprovasse, por unanimidade na Camara Municipal, a nova lei de utilização do solo nª 221 de 18/11/2011, incluindo a redução de porção da área para loteamento de terrenos com o minimo de 300m2. Entendemos que o objetivo foi o de de propiciar um meio de atender as reinvidicações dos proprietários de terras na região que não tinham como regularizar e obter a escritura definitiva. A área passou a ser 100% urbana, e isso provocou reações contrárias de algumas pessoas que criaram o MOVIMENTO SALVE A SERRA DO MURSA, inegavelmente com fins eleitoreiros agora em 2012, que perdeu força ao ter denunciado suas manobras políticas com a "liderança" do David Alexandre, da executiva do PV, que contava com apoio do ambientalista Medina da ONG Caminho Verde de Campo Limpo Paulista, mas com pouco ou nenhum apoio da ONG ECOMURSA aqui de Várzea Paulista que percebeu o interesse tão somente politico-eleitoral do movimento. Oras, o movimento é contra o desejo dos moradores, que contam com a expectativa de poderem regularizar suas propriedades através de acordos com a prefeitura. Atualmente a questão do loteamento em andamento está suspenso no Ministério Público para solução, envolvendo as partes interessadas. Não vemos como o candidato "acusado", ou outro que venha a ser eleito, possa reverter a lei aprovada atualmente, mesmo porque contraria a vontade dos moradores da região. Em todo caso, isso pode ser cobrado dos que forem eleitos.

 

 

 

Voltar