89 - PSDB, PCdoB e PT EM JUNDIAÍ

25/10/2012 12:48

    Baseado em um artigo de Dora Kramer

    Fonte: www.estadao.com.br

   Considerando que Jundiaí representa uma cidade estratégica com seu pólo industrial, riqueza econômica e influência política regional, temos que a política da região passa por um delicado momento de decisão onde, de um lado a esquerda com o PCdoB na expectativa de  estrear no poder local, e do outro a direita com o PSDB e sua história no governo da cidade. A situação não é das melhores para o PSDB, e o candidato tem disparado suas criticas extensivas a Várzea Paulista, normalmente visto como seu “quintal”. Essas criticas contém 2 aspectos: se o PSDB ganhar Luiz Fernando pode se considerar vencedor por 4 anos, se não ganhar poderá ser perdedor 2 vezes:

- para a prefeitura de Jundiaí

- e posteriormente para sua possível pretensão política em 2014, certamente amargando suas criticas à cidade vizinha com seus 79.730 eleitores que, óbvio, terá quem irá lembrá-los das criticas feitas.

   Por mais que pesquisas não sirvam de baliza à análise de cenários pós-eleitorais, os números sobre as intenções de voto em Jundiaí impressionam.

   Hoje desenham um horizonte pior que o mais pessimista dos cenários que poderia ter sido traçado pelo PSDB quando o partido escolheu Luiz Fernando para candidato, que atendeu aos apelos de que a candidatura poderia impedir a oposição de assumir à Prefeitura e, a partir daí, evitar a quebra da hegemonia política dos tucanos na cidade com seus 2 bilhões de orçamento anual.

   O que era dado como uma vitória quase certa, até no campo adversário, vai se configurando como uma possibilidade grande de derrota.

   Caso se confirme, o PSDB entregará ao PCdoB o trono dessa eleição. Ganhando, Pedro Bigardi terá nas mãos um aparelho e tanto, além de um êxito político espetacular do qual se vangloriar pelo menos até a posse como novo prefeito quando, então, as coisas voltam ao seu curso normal.

  O PCdoB não pode se apoiar só em Lula nem imaginar que irá governar sozinho, o PT estará junto através do vice e terá que administrar os aliados com muita sabedoria e tolerância.

   Por seu lado o PSDB não poderá fugir de refletir sobre a identificação social de seus quadros e a eficácia de seus procedimentos, entendendo que a rejeição de mais de 50% em Jundiaí não é um dado irrelevante, e não pode ser desconsiderado. Entenda-se que no caso de Várzea Paulista a rejeição ao PSDB não foi ao partido, foi ao candidato. Embora o resultado de Campo Limpo Paulista possa ter sido uma “surpresa”, onde o PSDB ficou apenas a 937 votos (2,14%) do segundo colocado (PT) e a 3226 votos (7,37%) do primeiro colocado (PR), não é para ser considerado como decepcionante.

   Entretanto, se perder em Jundiaí, o desgaste do PSDB fica muito acentuado e evidente perante a população de Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Vinhedo, Jarinú e Itupeva. Isso tem um peso enorme para as próximas eleições de 2014/2016. O que era oposição poderá ter o poder nas mãos, deverá fazer a diferença e mudar o cenário político, e o PSDB vai ter que remar tudo de novo como oposição na região.

   Se a decisão dos eleitores for a favor do PCdoB, estará quebrada uma hegemonia do PSDB no poder em Jundiaí e, de quebra, leva o PT junto de co-piloto no banco da frente !

   Dia 28/10, domingo, veremos o que os eleitores de Jundiaí irão decidir. De qualquer forma há de ser um transtorno para quem perder.

 

 

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