A cobertura da quadra, a placa, a Licitação e a versão da Cemeb Paulo Freire de Várzea Paulista

14/10/2020

Em 16/06/2015 publicamos, na versão anterior do Blog, a revisão do Opinião "V.PTA.: A COBERTURA DA QUADRA, A PLACA E A VERSÃO DA CEMEB PAULO FREIRE", sobre a questão da cobertura da quadra da escolinha infantil Paulo Freire, no bairro Promeca, que aponta todo o procedimento, para não dizer "esquema" segundo uns e outros, de uma compra conduzida pela secretaria de Educação, sob a responsabilidade do secretário e vice-prefeito Rodolfo Braga, para a construção e cobertura da quadra de esporte da Cemeb. Isso depois que a própria escola contratou e pagou a construção da cobertura com recursos da APM, Associação de Pais e Mestres, e comunidade/comércio local:
Resumimos abaixo a versão da escolinha, com explicações da diretoria e parte do corpo docente, que conta com cerca de 20 funcionários no total, a questão da placa referente à "cobertura da quadra":

"Quando assumiu a escola no inicio do mandato do atual governo, a convite do secretário da Educação, a nova diretora encontrou a escolinha em condições precárias de funcionamento e logo tomou providências para dar condições melhores aos alunos, atendendo as reivindicações dos pais e equipe docente. Em pouco tempo a escola passou a ter melhor aparência e condições de uso. Enquanto aguardava ser atendido, o Blog teve a oportunidade de ver um álbum com tudo o que já foi feito na escola, e que a secretaria de educação e governo poderia muito bem divulgar para conhecimento público. Foio verificado que:

1 - Em fev/2013 a nova direção se prontificou e entrou em ação para melhorar as condições de ambiente de trabalho, através de pequenas reformas com a participação da Associação de Pais e Mestres, pois a encontrou em péssimo estado de conservação, manutenção e cuidados.

2 - Em abril/2014 foi dado inicio ao projeto de construção do parque de recreação (cobertura da "quadra" e playground). Um estudo particular foi feito a pedido da escola, discutido com a APM e afixado no mural na escola para conhecimento de todos.

3- Em agosto/2014 a diretoria a escola foi chamada e apresentou o projeto à secretaria de educação, acertando um entendimento de que a escola entraria com as despesas materiais e a prefeitura com a mão de obra. Neste momento a Educação apresentou à diretoria da escola qual seria o empreiteiro que iria fazer todo o serviço, a PLATIUM, que entregaria todo o serviço em 35 dias. A escola entregou então, na presença do representante da secretaria de Educação, o projeto detalhado em mãos do empreiteiro.

4 - Uma semana depois, de posse do projeto, a empreiteira PLATIUM fez o muro, preparou e concretou as sapatas para as colunas metálicas da estrutura da cobertura. Uma das sapatas foi feita posteriormente pela prefeitura, porque a empreiteira havia parado o serviço.

5 - Com demora no andamento do serviço pela empreiteira, a escola contratou um engenheiro para fazer a cobertura metálica da "quadra". Logo após a prefeitura concretar o piso, a empresa contratada pela Escola colocou a cobertura metálica completa por R$ 15.800,00 PAGO PELA ESCOLA, com apoio da comunidade, comércio local e APM, Associação de Pais e Mestres.

6- Após término da instalação da cobertura, a prefeitura colocou a placa no valor de aproximadamente R$ 112 mil reais para execução da "obra", gerando a revolta da comunidade e APM, e consequente mal estar na escola. 

Quanto à grama descarregada ao lado da escolinha, parte dela foi aplicada na parte externa da frente da escola e outra parte não se sabe ao certo onde, talvez no campo atrás do ponto final do ônibus intermunicipal Promeca, ao lado da escolinha.

Ora, o tropeço do governo nesta questão parece ter começado em abril 2014, quando a secretaria da educação apresentou à direção da escola qual seria a empreiteira que ia fazer o serviço na escola, antes da licitação 003/2014 finalizada em 07/maio/2014. Tudo indica que foi uma licitação dirigida.

E mais, o governo informou que seria descontado o valor da cobertura na Licitação, e o valor restante da licitação ficaria reduzido para R$ 79 mil, para o "término do serviço" na escola. Mas vejamos a opinião de experiente mestre de obras de como seriam os custos restantes, incluindo a mão-de-obra:

- a casa de bonecas, esbanjando muito dinheiro, qualquer empreiteiro faria por cerca de R$ 5 mil reais,

- os brinquedos reformados por cerca de R$ 5 mil reais,

- o murinho e cerca da escola por cerca de R$ 10 mil,

- a grama sintética, talvez importada, por cerca de 10 mil reais (nem de longe custaria isso),

- outros detalhes menores, que devem constar na Licitação, em cerca de R$ 10 mil reais também...

Isso soma uns R$ 40 mil reais, se a concretagem do piso foi por conta da prefeitura. Se não foi, vamos considerar cerca de R$ 5 mil, o que praticamente somaria R$ 45 mil. Então como se justifica os R$ 79 mil que a prefeitura diz "gastar"? Bom, se tem outras explicações, não são conhecidas. A prefeitura garantiu que "está tudo certo", tanto que  ficou de trocar a placa inicial por outra com os R$ 79 mil, descontando o valor da quadra pago pela escola, deixando na "Licitação" só "o que faltaria fazer na escola"..."

Bom... hoje Rodolfo Braga, vice-prefeito e ex-secretário e ex-gestor da Educação entre 2013 e 2020, é o candidato do governo para prefeito nestas eleições 2020 que, mesmo com processos judiciais, condenação por improbidade administrativa e com suspeita de superfaturamentos de cerca de R$ 21 milhões durante sua gestão, tem declarado ser "Ficha Limpa" e continua em campanha eleitoral enquanto aguarda o julgamento do pedido de impugnação da candidatura...