A condução do Estado Federativo e o fim da quarentena em SP

Pois então... o cenário político nacional, isento de paixões, se é que é possível, parece se posicionar na fronteira da queda de braço, tensionada pelas supostas ingerências de ministros do STF nos assuntos do Estado e na liberdade de expressão, sugerindo que, aparentemente, o STF quer assumir o papel principal na condução dos assuntos do Estado em depreciação do presidente da República e sua base de apoio, que começou com a demissão do diretor geral da Polícia Federal, chegando nas buscas e apreensões no processo de FakeNews. Nesse cenário está incluído partidos políticos, principalmente da esquerda, que parecem se movimentar com ações judiciais no STF contra as decisões da presidência da Republica, também para constrangê-lo ou simplesmente para desgastá-lo ante a opinião pública. Como são questões polêmicas, vamos deixar para as autoridades políticas e judiciárias a solução dos conflitos envolvidos.

O lado bom da conjuntura atual é a Polícia Federal voltar às graças da opinião pública, para desgosto dos investigados, principalmente o governador do Rio, Wilson Witzel. Segundo os grandes meios de comunicação, a PF está investigando cerca de 7 governadores em desvios de verbas destinadas ao combate do Covid-19. Provavelmente muita gente nos governos estaduais estejam com insônia e com batimento cardíaco descompensado. É muito dinheiro supostamente desviados da Saúde pública durante a pandemia, principalmente com compras sem Licitação nos Estados e Municípios.

Como já havia anunciado, o governador de S. Paulo apresentou o projeto paulista para redução gradual da quarentena e reinicio das atividades econômicas a partir do dia 01/06, em 5 fases de forma regionalizada, ou seja, conforme situação de cada região. A quarentena em SP, que seria encerrada no dia 31/05, domingo, foi prorrogada por mais 15 dias, ou seja, continua até dia 15/06, funcionando apenas serviços considerados essenciais de áreas de saúde, logística, segurança e alimentação. Algumas regiões do estado poderão liberar mais algumas atividades consideradas não essenciais. As regiões serão avaliadas periodicamente, de acordo com os indicadores de saúde, verificando se cumprem os critérios para avançarem para fase seguinte a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada 7 dias. 

Enquanto isso, permanece a questão prioritária das pessoas na opção de "enfrentar a fome e enfrentar o coronavírus".