A política de governo do estado de São Paulo no combate ao Covid-19 parece não estar surtindo o efeito esperado

Então... segundo uns e outros, nem bem havia "pipocado", ou melhor, suavizado sua intenção de mandar "prender" em casos de aglomerações, o governador de São Paulo, João (PSDB), voltou a "ameaçar" a população que não cumprir a determinação de ficar em casa. Ele disse ontem: "Se não houver uma resposta correta da população, até aqui está havendo e espero que continue, adotaremos sim medidas mais restritivas." Repetiu hoje em entrevista à radio Eldorado, que pode "endurecer" as medidas restritivas como "última" alternativa: multa e prisão para quem descumprir isolamento. Bom, as opiniões, principalmente nas redes sociais, voltaram a disparar criticas acirradas contra o governador, que continua colecionando reveses, ou fracassos, em sua política de governo, desde o início da pandemia: 

- Intentou líderar governadores contra o presidente da republica, mas... não colou.

- Continuou reafirmando que "nunca" pediu apoio de Bolsonaro para se eleger governador. As redes sociais correram para mostrar o que não se pode esconder: o Bolsodoria. Foi desmentido a nível nacional, mas ele ignora e mantém a pose de que "conseguiu se eleger sozinho". Mas, quem acredita? O consenso nas redes sociais é que João (PSDB) traiu Bolsonaro,como já havia traído Alckmin. Não foi falta de aviso de Márcio França. Tem muitos vídeos no Youtube para comprovar.

- Tentou colocar o ministro da Saúde sob suas asas "protetoras", mas foi desmentido pelo próprio ministro no episódio infeliz da "indicação" da cloroquina pelo seu secretário. Depois disso, parou de citar Mandetta, e até o Ministério da Saúde. Nem a OMS tem citado mais. Agora João parece estar se apoiando na comunidade cientifica e médica internacional, principalmente na equipe de "especialistas de alto nível" contratada no palácio dos Bandeirantes para "apoiar e justificar" suas medidas restritivas. As carreatas mostraram que João (PSDB), e nem o prefeito, não tem apoio de toda a população de São Paulo para evitar aglomerações. 

- Conseguiu atrair a ira praticamente de toda a população contra o governo ao anunciar a "monitoração" dos celulares das pessoas, sob o pretexto de identificar aglomerações, mas acabou despertando a suspeita de que seria para fiscalizar quem estava criticando o governo estadual.

- Continua, praticamente sozinho, a criticar Bolsonaro e insinuar que o presidente não tem capacidade para governar o Brasil. Por mais que tente, não tem conseguido "apoio" para suas intenções "políticas", e uma das suas "vitimas" de manipulação está para ser demitido a qualquer momento, ou seja: Luiz Henrique Mandetta, que está pagando o preço da boca grande do seu próprio ego, certamente insuflado por uns e outros. 

- João Doria, PSDB, com a perda da suposta "influência" que tinha sobre o ministro da Saúde, segundo avaliações de analistas políticos, não tem como evitar que Mandetta. depois da denuncia no episódio "cloroquina", seja demitido. Aparentemente perdeu um suposto amigo. Sendo demitido, e é para ser, Mandetta deve assumir a secretaria de Saúde de Goiás, a convite de Caiado, para depois se candidatar a governador de Mato Grosso em 2022. O apresentador Luiz Datena mostrou, na tarde de ontem, em rede nacional, alguns "podres" de Mandetta. Um deles foi o votar contra orçamento da Saúde quando foi deputado. Imperdoável.

- Para aumentar ainda mais seu desconforto político, o governador agora tem a Policia Militar disposta a não cumprir ordem de prisão de pessoas de bem em seu direito de ir e vir, garantido pela Constituição Federal, desde que não estejam cometendo delitos.

Portanto, bastidores e opinião pública entendem que, por mais que João Doria (PSDB) faça, ameace, esperneie, etc, a política de governo de São Paulo parece não estar surtindo efeito prático para evitar ou diminuir o aumento de óbitos no Estado, que tem, sozinho, o maior índice de óbitos do país, próximo da metade, 45%, do total nacional. Os números estão demonstrando que São Paulo não está conseguindo conter a pandemia. As vitimas da política de combate ao Covid-19, adotada pelo estado de São Paulo, é de responsabilidade exclusiva do governador e prefeitos. Alguns prefeitos tem exagerado, como o de Araraquara, mas tem os que seguem sua própria política municipal de flexibilização da economia, liberando o comércio local (serão presos?).