A quarentena prorrogada e os efeitos colaterais

Então... se o Covid-19 está mudando o mundo, como fica a necessidade de sobrevivência das pessoas que não trabalham nas atividades essenciais, e que estão impedidas de circular em todo o Estado de São Paulo com a prorrogação da quarentena até dia 31/05? As demissões e desemprego estão aumentando diariamente com a economia travada, com a produção reduzida e comércio fechado para serviços e bens não essenciais (eletrodomésticos, vestuário, moveis, etc.), sem que o governo estadual sequer mostre a luz no fim do túnel ao exigir isolamento social por volta de 60%. A quarentena parece ter se transformado em punição para a sociedade que não atende aos exigentes apelos do governo estadual, que parece não ser suficientemente claro para a opinião pública se a contaminação só acontece em quem estiver fora de casa, como anuncia e insiste o governador. O cenário familiar de quem não é funcionário público, que não tem emprego ou renda garantida, é o que de fato é desolador e deprimente. Se considerarmos que  saude é o que interessa e os 2 maiores medos do ser humano é 1) da morte e 2) de sentir fome sem ter como se alimentar, então a questão da morte deixa de ser importante quando o terror da fome se instala e passa a ser prioridade. Ora, se tratada como efeito colateral, a fome pode levar ao caos social, saques e outras mazelas. O governador de São Paulo e seus assessores, certamente sabem disso. Pelo sim pelo não, quem tem mais a perder com a quarentena, ou quem ganha com ela? Oremos...