A queda de braço da classe política e sindicatos com o governo federal

Estamos iniciando o mês de maio 2019... tudo igual e com o governo federal se movimentando e se esforçando para mostrar a que veio. Do outro lado, tem a "oposição" com seus vários grupos estressados e confusos, sindicatos complicados com a perda da arrecadação, alguns (ou muitos) meios de comunicação que dependem (ou dependiam) das verbas do governo atacando o governo, grupos (como o MST) desarticulados e também sem recursos, minorias sociais perdendo o foco (e vantagens), partidos políticos ainda tentando "negociar" vantagens e cargos no Congresso Nacional, STF em meio à decisões polêmicas e criticas a alguns ministros, redes sociais contaminadas de viés políticos e intolerâncias, Lula Livre e PT perdendo força, propósito e rumo, e outras situações e condições que são basicamente o mesmo cenário de sempre. É o que se observa no cenário nacional e o que temos para hoje...

Mas, o que realmente querem os que estão na contramão dos interesses nacionais, e com o Congresso não conseguindo se "entender" com o governo federal? Bom, um exercício de avaliação, não necessariamente aprofundado, provavelmente poderá levar ao entendimento e diagnóstico de ser unicamente uma questão de estabelecer, ter, manter ou recuperar meios de conseguir "recursos" financeiros federais, seja muito ou "apenas necessário" para "sobreviver" pelo menos confortavelmente. Ora, sabe-se que o poder é o meio e o fim para tanto, ou ao menos ter o "consentimento" ou participação de quem o detém. 

Pelo jeito, o paraíso do toma-lá-dá parece estar deixando de ser viável, mas muitos políticos, principalmente os da "velha política", não desistem e "a luta continua", tal qual fizeram com a ex-presidente Dilma para remover o "entrave" e conseguirem o que queriam, e agora lutam para manter e/ou restabelecer as "conquistas". Da parte dos políticos, o que se conseguiu com o impeachment de Dilma não foi pouco. Temer certamente "negociou" muito para se manter no poder, mas as "conquistas" pode estar escapando das mãos. Quanto ao governo Temer, a parte mais ressentida é para ser a dos sindicatos que perderam a fonte de arrecadação com a nova Lei Trabalhista.

Nos primeiros 4 meses do atual governo, com as "complicadas" investidas de "negociação", o sentimento de contrariedade do Congresso Nacional é de que "isso não vai ficar assim", segundo uns e outros. Quando Paulinho da Força declarou que o "centrão" vai "esvaziar" o Projeto da Previdência para Bolsonaro não conseguir se reeleger, levantou-se a lebre dos que estão "perdendo" política e financeiramente (principalmente) com o novo governo, entrando praticamente na fase de desespero do "tudo ou nada". Para esses políticos o povo não tem a menor importância, nunca teve e não entra em nenhuma das "contas" que fazem.

O "acesso", principalmente financeiro, que os "políticos" sempre tiveram nas empresas estatais, fundos de pensão, etc, particularmente nos ministérios do Trabalho, Pesca, Saúde, Educação e Minas e Energia, entre outros, foram ficaram muito restrito e/ou bloqueados, e a "porta-de-entrada" para "indicações" aparentemente foi fechada, incluindo empresas estatais como a Petrobrás e distribuidoras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e tantas outras. Pode ser que isso explique a desmedida reação "indignada" da classe política acostumada às facilidades tradicionais do "toma-lá-da-cá", sem esquecer do "poder" de "negociação" que os sindicatos tinham e querem retomar.

Até quando isso vai continuar, se e quando vai acabar, é de difícil prognóstico, mas certamente não deve impedir momentos de turbulência e tensões políticas, e até sociais, se a Nova Previdência não for aprovada no Congresso Nacional, principalmente se as "exigências" da classe política não forem atendidas. Então a questão pode se resumir em uma frase: E se os "interesses" da classe política não forem atendidas? As eleições municipais serão no ano que vem, 2020, e qualquer passo, comportamento ou atitude em falso pode colocar tudo a perder para partidos e políticos. O povo anda cansado de políticos oportunistas e patifarias políticas...