“Verba” sempre fala mais alto e praticamente supera qualquer obstáculo

Então... o que todos sabiam que ia acontecer com o ex-presidente Temer, aconteceu... Foi solto para que tudo ficasse "em paz" no meio político e jurídico, do qual ele sabe e conhece perfeitamente todas as letras e números como advogado que é. Ora, o que estamos vendo hoje no "cenário de sempre" da política nacional? Seria como assistir um seriado dos tempos antigos, onde o "mocinho" enfrentava os "vilões" mal-intencionados e ladrões de cavalos... Ou não é mais ou menos assim? Vejamos alguns tópicos: com prenúncios de turbulências políticas, o presidente Bolsonaro, em reunião no Palácio do Planalto, pediu ao núcleo duro do governo que trabalhe em duas vertentes nesta semana, a) foco na reforma da Previdência e b) "pacificar" a relação com a Câmara. Bom, o jornalista José Neumanne twittou que o furor do presidente da Câmara contra Bolsonaro foi causado pela prisão do padrasto da mulher e por poder vir a ser alcançado pelo pacote anticrime de Moro, e nada tem a ver com articulação da reforma da Previdência. Ora, a primeira questão foi resolvida com a soltura de temer, mas os observadores ainda entendem por consenso que, c) os parlamentares querem "verba" para aprovar a Reforma da Previdência, coisa de cerca de 7,5 a 10 milhões para cada um, segundo uns e outros nos bastidores da "velha política do toma-lá-dá-cá", divulgados em alguns meios de comunicação. O que poucos entendem é o porque os grandes meios de comunicação parecer tentar inverter o papel do mocinho e do vilão nessa história do "impasse" para votar a tão necessária reforma da Previdência e, finalmente o pode ser o motivoi prinicpal, d) resistir ao Projeto de Lei Anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Bom, é compreensível que os parlamentares não estejam interessados, certamente porque o projeto pode "pegar eles mesmos", mas, do mesmo lado, a "verba" sempre fala mais alto e tenta superar qualquer obstáculo. Correndo por dentro, ou por fora, tem políticos interessadíssimos no impeachment de Gilmar Mendes, inclusive com participação do MBL. Pelo sim pelo não, se está difícil entender a política do lado de fora, quem sabe quem está dentro também "não entende" direito de por isso não explica a Cartilha do faz-de-Conta, não é? Oremos? Não carece, de jeito nenhum...