Ainda a questão da Amazônia e o G7

Dias atrás o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se manifestou sobre a repercussão internacional na questão da Amazônia: "...é preciso levar em conta também que outra parte dessa campanha contra o Brasil vem de entidades ambientalistas, de ONGs que estão descontentes com o fim dos recursos fartos que elas recebiam, porque nós estamos fechando a torneira. Elas vão fomentando essa campanha internacional que não é nada boa para o Brasil. A gente sabe disso. Mas nem tudo que sai lá fora tem respaldo na realidade aqui dentro. Há uma grande diferença entre os fatos e as versões.". 

Bom, neste sábado p.p. o presidente francês Emmanuel Macron comentou em entrevista antes da reunião do G7:"A Amazônia é nosso bem comum. Estamos todos envolvidos, e a França está provavelmente mais do que outros que estarão nessa mesa, porque nós somos amazonenses. A Guiana Francesa está na Amazônia. Vamos lançar uma mobilização de todas as potências que estão aqui, em parceria com os países da Amazônia, para investir na luta contra os incêndios que estão em curso e ajudar o Brasil e todos os outros países que são atingidos. Depois, investir no reflorestamento e permitir aos povos autóctones, às ONGs, aos habitantes desenvolverem atividades preservando a floresta, que nós precisamos." 

Entretanto, a chanceler alemã Angela Merkel disse que impedir o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, proposta aventada pelo presidente francês Emmanuel Macron, não ajuda a combater os incêndios na Amazônia:"A não-conclusão do acordo de livre comércio é, portanto, do nosso ponto de vista, uma resposta não apropriada ao que está acontecendo atualmente no Brasil". Segundo o governo alemão, o acordo Mercosul/União Européia possui uma declaração de comércio que "inclui um ambicioso capítulo de sustentabilidade com regras vinculativas sobre proteção, em que ambos os lados se comprometeram a implementar em um acordo sobre o clima"

Ora, contida as "ambições" do presidente Francês, o G7 ofereceu 20 milhões de dólares para combater as queimadas na Amazônia e, considerando o que poderia se tratar do novo Apocalipse, até que saiu barato para os países ricos. Bom, isso pode significar que os países ricos do G7, leia-se comunidade europeia, precisa estar de bem com o Brasil se quiser ter acesso às nossas riquezas, dentro de uma nova, respeitosa e honesta parceria comercial, na qual certamente estará garantida a soberania nacional e, claro, sem incluir qualquer possibilidade da "venda" da Amazônia. 

Realmente, o dr. Enéas Carneiro sempre esteve certo em relação à ganância internacional pelas riquezas do Brasil na Amazônia.