Apesar de tudo, há motivos para amar a política

Com o que se vê nas redes sociais, a política está perdendo o aspecto de confronto  e disputa de ideias e ideais, para desregrar abaixo do bom senso, bom tom e boa convivência cordial, social e política. O nível desceu ao piso das ofensas e ataques contra o adversário, inclusive xingamentos explícitos, como se isso fosse desbancar o "desafeto", contando também o volume das fakenews, mentiras, visto até mesmo nos grandes meios de comunicação. Política não é o que se vê hoje nas redes sociais e nos meios de comunicação com sintomas tendenciosos, incluindo aparente aparente militância com viés ideológico, e até partidário (nas sombras), talvez por perda das vantagens financeiras que usufruíam dos cofres públicos nos governos anteriores. O jornalista e blogueiro Josias de Souza, escreveu que o melhor é amar a política, hoje e sempre... Vejamos: 

Abordagem de Josias de Souza

Fonte: https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/03/29/apesar-de-tudo-ha-motivos-para-amar-a-politica/

Em momentos como o atual, marcados pela alta tensão, é importante dizer meia dúzia de palavras em defesa da política. O que é a política? Em última análise, é uma alternativa à ditadura ou à guerra civil. É uma invenção das sociedades civilizadas para resolver os seus conflitos sem recorrer ao porrete, ao ovo, à pedra, ao tiro. Essa política, concebida como alternativa à violência, precisa ser amada. A política tem suas facções. Elas são chamadas de partidos. Alimentam-se do conflito. Mas há duas regras de ouro no jogo da política:

- Eis a primeira: nenhuma facção tem o poder de silenciar as outras.

- A segunda regra é: pessoas que não se respeitam precisam se enfrentar com respeito. Isso é compulsório. A arma é a ideia, a palavra.

Os conflitos se resolvem no voto, não na porrada. Ou na bala. Hoje, a política brasileira é marcada pela corrupção e pelo ódio. Contra a ladroagem e a violência, os remédios são a investigação radical e a punição exemplar. Às vezes bate um desânimo. Mas é preciso lembrar que as alternativas à política são a ditadura e a guerra civil. Numa, os conflitos são resolvidos na câmara de tortura. Noutra, as diferenças são solucionadas na bala. Melhor amar a política, mesmo nos momentos em que esse amor não é correspondido.


Obs.: A matéria acima é de inteira responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Blog Várzea Paulista