Bolsonaro na ONU e o pensamento único do lulopetismo e do bolsonarismo

Está programado que hoje às 10h o presidente Bolsonaro irá discursar na ONU sobre o Meio Ambiente. Ysani Kalaparo, representante da tribo Kalaparo, está com ele. Antes de partir, o presidente comentou: "Estou me preparando para um discurso bastante objetivo, diferente de outros presidentes que me antecederam. Ninguém vai brigar com ninguém lá, pode ficar tranquilo. Vou apanhar da mídia, que sempre tem do que reclamar, e vou falar como anda o Brasil nesta questão. Eles querem desgastar a imagem do Brasil para ver se criam um caos aqui. Quem se dá bem? O pessoal lá de fora. Se a nossa agricultura cair, outros países que vivem disso vão se dar bem."

Enquanto isso, nesta semana recheada de "novidades" do e no Congresso, e de todas as direções, o site O Antagonista publicou o contexto abaixo a partir do Editorial do Estadão, certamente para mostrar a quantas anda o "antagonismo" na política nacional:

"Em editorial, o Estadão compara o bolsonarismo ao lulopetismo, na sua ambição de estabelecer o "pensamento único" e negar os fatos, e defende que se use o senso comum para enfrentar a realidade. O editorial diz que o lulopetismo "dividiu o país 'nós' e 'eles', tentando inviabilizar progressivamente a política para, em seu lugar, instalar o pensamento único - seja na forma de constrangimento violento dos que pensam diferente dos petistas e não idolatram o ex-presidente Lula da Silva, seja por meio da degradação moral da atividade parlamentar.

Bom, muitos analistas entendem que a polarização atual alimenta a luta pelo poder entre o bolsonarismo e o lulopetismo, dificultando a costura do consenso, da governabilidade e da estabilidade econômica, e que há um Brasil que atua pelo centro político.

O lulopetismo amarga hoje a cadeia, mas em seu lugar surgiu o bolsonarismo, tão deletério para a democracia quanto seu antípoda. O discurso bolsonarista é naturalmente desagregador, o que inviabiliza qualquer tentativa de alcançar um mínimo denominador comum entre os brasileiros. Ademais, o bolsonarismo extrai sua força das bolhas ideológicas alimentadas pelas redes sociais. Nelas, os militantes encerram-se em suas certezas, formando comunidades de milhares de pessoas em que a base da coexistência é a crença fanática naquilo que dizem seus líderes, não sendo admitida qualquer forma de contestação.

Bom, muitos analistas entendem que a polarização atual alimenta a luta pelo poder entre o bolsonarismo e o lulopetismo, dificultando a costura do consenso, da governabilidade e da estabilidade econômica, e que há um Brasil que atua pelo centro político.

Nessas redes, sem as quais o bolsonarismo não teria sucesso, só circulam informações cuja função é confirmar a visão de mundo predominante do grupo. Ao mesmo tempo, muitos dos movimentos que se opõem a Bolsonaro estão igualmente limitados a seus cercadinhos virtuais, que também restringem informações que possam enfraquecer seus argumentos."

O cercadinho virtual do Estadão, inclusive."

Bom, muitos analistas entendem que a polarização atual alimenta a luta pelo poder entre o bolsonarismo e o lulopetismo, dificultando a costura do consenso, da governabilidade e da estabilidade econômica, e que há um Brasil que atua pelo centro político.

Evidentemente, não vai faltar assunto para a imprensa... e se faltar, a imprensa cria.