Cenário político nacional continua quente

A greve dos caminhoneiros, marcada para segunda-feira p.p., 16/12, não aconteceu, e foi interpretada como mais um retumbante fracasso da CUT, que parece continuar tentando criar contrariedades e impasses ao governo federal. Quem saiu fortalecido com o esvaziamento da greve foi o ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, que mantém um diálogo aberto com os caminhoneiros, e tem conquistado o respeito e a confiança da categoria.

Do mesmo jeito, a esquerda não tem conseguido lidar com a ministra Damares Alves. Segundo a Folha de S. Paulo, "a avaliação positiva da ministra no Datafolha sinalizou a políticos que a agenda conservadora nos costumes segue forte e é hoje a principal conexão dos mais pobres com Jair Bolsonaro". Bom, uma ala do PT diz "que é preciso religar-se aos evangélicos, desbancando o público da ministra. A outra aposta que a única forma é mostrar que, ainda que a economia melhore, os frutos não chegarão ao andar de baixo". Bom, em números absolutos, Sergio Moro é ainda mais popular do que Damares Alves entre os mais pobres. Isso é um problema em dobro para a esquerda, de "complexa" e difícil solução para a militância que aparentemente prefere ficar cega e surda aos apelos da razão.

Enquanto isso, Lula, Gleise & Outros, aparentemente mantém a militância petista cativa no "passado", e ainda insinuam culpa da população por elegerem Bolsonaro. E ainda discursam que eles é que vão resolver os problemas econômicos e sociais do Brasil... que eles mesmos criaram no país. Desmentindo as matérias engendradas pelos meios de comunicação ditas de "esquerda", o 13º salário do Bolsa Família começou a ser pago, aumentando a confiança dos mais humildes e aproximando as classes D e E da política social do governo federal, na mesma medida que a esquerda perde espaço que antes manipulava para se manter no poder, segundo avaliações de analistas políticos.

A questão do MEC e ministro Weintraub, que deu fim ao contrato com a TV Escola de viés esquerda, vai continuar no comando da Pasta conforme declarou o presidente Bolsonaro, para desgosto completo de quem espera que ele seja removido da Pasta. Ora, tem muito ainda a fazer nas universidades federais e nos programas educacionais, para que se mude o atual perfil escolar na formação básica, profissional e acadêmica do futuro, para sair do vexame de ser um dos últimos colocados na avaliação do Pisa, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes.

Lançando um olhar isento em todo o histórico a partir do início do governo Bolsonaro, o que se pode depreender do barco da esquerda, que "virou" nas eleições 2018, é que, por mais que tentem, não estão conseguindo desvirar o barco para voltar a navegar com os mesmos discursos de sempre. Com isso, a pergunta é: até quando vai continuar faltando "timing", percepção, discernimento, lucidez e humildade ao PT e demais partidos de esquerda?

O ministro Dias Toffoli, do STF, declarou que a Lava Jato "destruiu" empresas, e que o Ministério Público deveria ser mais transparente. O comentário imediatamente inflamou a defesa do combate à corrupção. Os procuradores reagiram e Deltan Dallagnol, responsável pela operação Lava Jato, em Curitiba, disse que a afirmação do presidente do STF é uma irresponsabilidade: "É fechar os olhos para a crise econômica relacionada a fatores que incluem incompetência, má gestão e corrupção". Ailton Benedito, também procurador, vai na mesma linha: "Quem destruiu empresas foram os corruptos que as utilizaram como instrumento para tomar o Brasil de assalto". Outros procuradores também se manifestaram contra a fala do ministro.