Chegou a hora do amigo da onça beber água?

19/05/2020

Então... parece que o governador de São Paulo, João Agripino da Costa Doria Júnior, se tornou um especialista em criticar o presidente da Republica Jair Bolsonaro desde o discurso na ONU, seguido de outras e contínuas criticas com viés político, todos interpretados como palanque para as eleições 2022. Contabiliza-se também as tentativas de Doria em "liderar" os governadores contra Bolsonaro, de tentar colocar o ex-ministro Mandetta sob sua "liderança", de "apoiar" a saída de Moro do Ministério da Justiça, de telefonar para convencer o ministro Paulo Guedes a deixar o governo (se deu muito mal), de tentar "cooptar" o apoio do ex-ministro da Saúde Nelson Teich para sua criticada política de isolamento social. 

Como era esperado, claro, chegou naquele momento da crise que, supostamente, o coloca, supostamente, na fronteira do desespero a ponto de "ameaçar" o governo federal de "reação" se não receber recursos para o Estado de São Paulo, certamente por falta de arrecadação para pagar salários dos funcionários públicos e outras despesas a partir do próximo mês, provocada pela quarentena que impede o funcionamento do comércio de produtos e serviços que geram impostos estaduais e municipais. Aparentemente o Estado de São Paulo está começando a quebrar...

Bom, como não quer abrir mão da quarentena, Doria enviou projeto para a Assembleia Legislativa de SP, solicitando o adiantamento de feriados. Ora, a criação de um superferiado é uma tentativa para melhorar o índice de isolamento social no Estado, enquanto um possível lockdown (bloqueio total) é avaliado pelo governo, e com isso a economia continua retraída e provocando a insatisfação de prefeitos que querem recolocar a economia municipal em funcionamento. Isso, sem contar o aumento do número de falências de empresas e do desemprego. 

E mais, João Doria negou a aplicação do decreto federal que libera Academias, Salões de Beleza e Cabelereiros como essenciais em todo o Estado, mas permitindo aglomerações em bancos, lotéricas, ônibus, trens e metrô para quem precisa receber, pagar contas e trabalhar, com apoio solene do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, ambos do PSDB. Contrassenso? É o que parece. 

Segundo o Jornal de Jundiaí na edição do dia 16/05,  o endurecimento do governador João Doria (PSDB) em relação ao maior isolamento social do Estado, com possível lockdown na Grande São Paulo, põe a nocaute diversos prefeitos do interior, inclusive do seu próprio partido, o PSDB. Com a vontade de flexibilizar cada vez mais a economia local, os prefeitos têm de amargar derrotas judiciais, como é o caso de Jundiaí, a pedido da própria Procuradoria. Há incógnita tucana para as próximas semanas. De qualquer forma, o estudo para bloqueio total da cidade de São Paulo está pronto para ser aplicado, aguardando apenas autorização de João Doria. Uma hashtag já circula nas redes sociais: #PSDBNuncaMais

Resumindo, nos comentários na opinião pública entende-se que João Doria exige de Jair Bolsonaro o que ele parece não ter como governador de São Paulo: bom senso, e sem a moral do presidente da Republica diante da população. Moral que poderia ser medida se Doria saísse às ruas como Bolsonaro faz, mas... Nas próximas eleições municipais, estaduais e federais, saberemos o que a população pensa e sente com o que está acontecendo hoje no estado e na capital de São Paulo.