Como não poderia deixar de ser, esta também foi mais uma semana "normal" na República

Então... como já pode ser entendido ser "normal" o que acontece na política de modo geral, esta semana que está terminando teve momentos "expressivos" da "nova política", com tristezas, alegrias e atritos também "normais, dos quais destacamos:

1 - O Diretório Nacional do PSL suspendeu o deputado Eduardo Bolsonaro, líder do partido na Câmara, por 12 meses. Outros 17 deputados da legenda que compõem a ala bolsonarista na Câmara também foram punidos. Segundo o 2º vice-presidente do diretório, Júnior Bozzella, foram 14 suspensões e 4 advertências.

2 - O TSE, Tribunal Superior Eleitoral, decidiu reconhecer assinaturas eletrônicas para formalizar a criação de partidos políticos. A decisão deverá ter impacto na criação do partido Aliança pelo Brasil, do presidente Bolsonaro, que pretende agilizar o processo de obtenção de registro do partido por meio de certificados digitais. Os "atos constitutivos" da legenda já foi registrado em Cartório. Agora falta a Aliança pelo Brasil apresentar 492 mil assinaturas.

3 - A deputada Joyce Hasselmann, do PSL, prestou depoimento nesta quarta-feira, 04/12, na CPI das Fake News. Ela acusou os filhos do presidente Bolsonaro de comandarem uma rede de ataques virtuais, mostrando "provas" e disparando contra seus desafetos.

4 - O deputado estadual Arthur do Val (sem partido), conhecido como "Mamãe falei" no Youtube, provocou uma confusão generalizada nesta quarta-feira, 04/12, na Alesp, Assembleia Legislativa de São Paulo onde, durante a votação da reforma da Previdênciados servidores paulistas, o parlamentar chamou deputados do PT e professores que protestavam nas galerias da Casa de "vagabundos". Bom... deputados da oposição, indgnados, foram correndo até a tribuna onde estava Arthur do Val e uma grande confusão se formou no local. A Polícia Militar foi acionada e a sessão teve que ser suspensa.

5 - Conforme publicado no site O Antagonista, o presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que o Poder Judiciário se comunica mal. Para o ministro, o resultado é que outras instituições ganham mais apoio da opinião pública pelo papel que exercem no combate à corrupção no Brasil: "Nós nos comunicamos mal", afirmou Toffoli. "O que se divulga cotidianamente: a Polícia Federal prendeu, e o que se divulga depois: a Justiça soltou. Quem mandou prender foi a Justiça. Vejam a nossa dificuldade de comunicação. A imagem que ficou nesses últimos anos é que a Justiça só serve para soltar", afirmou. Mas o que Toffoli não disse é que quem solta é o STF, e não a Justiça que prende.

- Finalmente, o pacote anticrime foi votado e aprovado pela Câmara de Deputados. Não foi como desejava o ministro Sérgio Moro, mas já é um começo para dar mais condições no combate à criminalidade. O Projeto de Lei segue para o senado, onde o presidente da casa, Alcolumbre, parece estar manobrando para adiar a votação para 2020.

7 - E tem o "Fundão Eleitoral" de R$ 3,8 bilhões de reais, "aprovado" com falsificação da assinatura do senador Jorginho Mello, presidente do PL, pelo deputado Wellington Roberto, líder do PL na Câmara. O "Fundão" vai usar dinheiro da Saúde, Educação e Infraestrutura nos partidos políticos. O deputado que assinou, disse que não tem "nenhuma procuração" do senador. E disse mais: "Assinei e assinaria de novo, se preciso. Eu resolvi fazer e acabou." Bom, O Antagonista publicou um vídeo comentando esse vergonhoso "ataque" à sociedade, entre outros inaceitáveis absurdos políticos da República, Vale a pena assistir, o vídeo pode ser acessado clicando aqui. O documento fraudado foi usado pelo deputado Domingos Neto, PSD, para justificar a ampliação do Fundão Eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões.

O que será que a penúltima e a ultima semana antes do Natal 2019 reserva de "surpresas" ???