Coronavírus: assustar a população só causa mais pânico

O jornalista Alexandre Garcia escreveu no site do Gazeta do Povo sobre o coronavírus no noticiário:

"Primeira morte em decorrência do coronavírus no Brasil foi em São Paulo. Era um senhor de 62 anos que já tinha doenças prévias, como diabetes e hipertensão. Provavelmente, as defesas dele já estavam enfraquecidas pelos remédios que ele precisa tomar. A gente tem que se cuidar, não resta dúvida, mas é bom lembrar que a China já saiu dessa e está controlando a doença. Por mais que agora o país asiático esteja comprando ações mais baratas, ele também perdeu bastante.

As vendas a varejo na China despencaram 20,5%, a produção industrial caiu 13,5% e os investimentos caíram 24,5%. Mas o mais importante, o país teve 3,8 mil mortes e 80 mil casos para 1,4 bilhão de chineses. Inclusive teve o caso de uma senhora de 103 anos, que contraiu o coronavírus e saiu faceira do hospital, já está em casa. Então, há esperança. A Itália está em uma situação pior porque tem 60 milhões de habitantes e já está com 28 mil casos, com 2,2 mil mortes.

No Brasil saiu a regulamentação daquela lei emergencial feita para trazer os brasileiros de Wuhan para o Brasil e deixá-los confinados na base aérea de Anápolis/GO. Era preciso uma lei para que os direitos e garantias individuais fossem aplicados. Agora a lei foi regulamentada por uma Portaria. Nela, fica claro que, se houver recomendação médica, a pessoa tem que ficar em quarentena e, se preciso, será usada força policial.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que irá injetar R$ até 147 bilhões na economia para o combate ao vírus. Na prática, isso significa mais UTIs. A decisão faz parte da medida emergencial anunciada na segunda-feira, 16/03. A deputada Carla Zambelli, PSL/SP, talvez para dizer que os políticos também precisam ceder, protocolou um projeto de lei para que os fundos eleitoral e partidário sejam destinados ao combate ao coronavírus. A soma dos dois fundos é de R$ 3 bilhões.

Osmar Terra, ex-ministro da Saúde e da Cidadania, médico e atualmente deputado federal, combateu o H1N1, em 2009, e recomenda que não se assuste a população porque, para ele, isso causa problema. A declaração foi feita pelo Twitter. Ele continuou dizendo que causar pânico traz mais repercussão, mas que é necessário informar corretamente, conforme recomendações científicas à população. Outra medida, segundo o deputado, é controlar o contágio. Terra também disso que o exagero do noticiário causa pânico e é bom lembrar que essa crise sanitária não é diferente das outras pelas quais o país já passou sem precisar manter ninguém em quarentena.

A gripe suína, H1N1, tem vacina, mas mesmo assim matou 1.109 brasileiros e não houve essa barulheira toda que está prejudicando a atividade econômica. Espero que todos tomem as atitudes necessárias recomendadas pelas autoridades da saúde para evitar a disseminação do coronavírus."

Abordagem de Alexandre Garcia
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/pandemia-coronavirus-populacao-panico/


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