Coronavírus: como evitar o pânico e manter nossa saúde emocional

As psicólogas Gabriela Lumi e Karine Santos, do Flows Psicologia, explicam que pensar no pior desfecho da situação agrava o medo e a ansiedade, e o que é possível fazer para não se entregar ao pânico:

"O novo coronavírus é um dos temas mais falados nas últimas semanas, sua forma de contágio rápido e a proporção que o vírus vem tomando em outros países têm deixado a população apreensiva. Além do risco de contágio, da ameaça à saúde física e por se tratar de um vírus que está em fase de estudos, vemos grande parte da população sendo afetada em sua saúde mental e com preocupações que estão elevando o grau de ansiedade de todos.

Podemos falar que estamos vivendo em um momento de crise provocada pelo coronavírus, pois a situação não pode ser prevista, está ameaçando a saúde física de toda a população e se trata de um evento extraordinário. Em momentos de crise onde estamos nos sentindo ameaçados, é normal que tenhamos diversas reações emocionais como: ansiedade elevada, crises de pânico, tristeza, medo, etc.

Além dessa medida básica de higiene, outros cuidados podem ajudar a evitar a contaminação por Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a adoção de cautelas. Então, o que podemos fazer para amenizar nossa ansiedade? É fundamental entendermos sobre o vírus e como ele age, com informações de base científica e em sites confiáveis. Devemos estar atentos aos fatores de risco e de prevenção tais com: lavar as mãos por pelo menos 20 segundos, evitar locais com grandes aglomerações, ao tossir e espirrar cobrir o rosto com o antebraço, dentre outros. Quando sabemos do que se trata a situação que está elevando nossa ansiedade e do risco real que corremos, nos sentimos aliviados e podemos assim, tomar as medidas necessárias de precaução.

Além disso, é importante atentar e monitorar nossas preocupações produtivas e improdutivas. Neste contexto em que estamos vivendo, uma preocupação produtiva é aquela que é voltada para soluções e o que está ao nosso alcance neste momento, como por exemplo: proteger-se das formas de contágio, fazer a sua parte frente as recomendações de cuidados, cuidar uns dos outros, ter empatia e orientar as populações de risco (idosos e portadores de doenças crônicas).

Já as preocupações improdutivas não nos auxiliam em momentos de crise, pois nossa mente se detém apenas em catastrofizar e visualizar vários cenários com desfechos ruins, deixando-nos mais preocupados e ansiosos, o que dificulta a realizarmos ações de cuidado efetivo. Neste caso, aceitar que existe essa epidemia, que cientistas estão pesquisando e cada um deve tomar os cuidados necessários é a melhor opção para diminuir a ansiedade.

Vamos nos resguardar o máximo possível!"

Abordagem das psicólogas Gabriela Lumi e Karine Santos, do Flows Psicologia.

Fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/coronavirus-como-evitar-o-panico-e-manter-nossa-saude-emocional/


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