Coronavírus e a disputa política/ideológica

Antes das eleições foi o "Ele Não". Depois das eleições a opinião pública passou a ver na Folha de S.Paulo, Globo, Estadão, Band, blogs de esquerda & Cia, com seus jornalistas e formadores de opinião disparando ataques diretos para tentar emplacar todo tipo de culpa no presidente Bolsonaro em quase tudo o que ele fala, e até mesmo no que não fala, certamente pautados por "interesses políticos' e, supostamente, "financeiros". Também tem os ataques dos desafetos políticos, enrustidos ou não, como Rodrigo Maia, e ex-aliados como Joice Hasselmann, Luciano Bivar, Alexandre Frota, Janaína Paschoal, etc, seguindo a cartilha do PT, PSOL, PCdoB, PDT & Cia, incluindo a OAB na figura do presidente Felipe Santa Cruz, todos "surfando" na mesma onda dos "ataques", incluindo os "artistas" que "usufruíam" dos benefícios da Lei Rouanet (inclusive para pagar festa de casamento), etc. Exemplos não faltam.

Neste cenário, avaliando sem critérios técnicos e científicos, é observável que todas as "agressões" contra o presidente apontam, principalmente, para as supostas perdas de "poder político" e restrição do acesso ao dinheiro público, sem as "facilidades" que antes existia nos governos anteriores. Ora, quem libera o uso do dinheiro público aos meios de comunicações, "ONGs", classe "cultural", "movimentos sociais", "ações políticas e sociais", etc, é o governo federal, ou seja a Presidência da Republica. Se essa é a questão, o cenário parece sugerir que esses "ataques" é por dinheiro público... e por poder.

Junte-se a tudo isso os interesses "políticos" de 2 governadores em particular, do Rio e de São Paulo, Witzel e Doria, tentando contaminar a popularidade do presidente Bolsonaro. Soma-se a eles, agora, o de Goiás, Caiado. Todos eles eleitos com apoio de Bolsonaro, mas hoje se posicionando como ex-"aliados". Todo esse quadro de "insatisfação" certamente inclui o "panelaço organizado", insistentemente mostrado com "enfâse" no Jornal Nacional & Cia, visando a influenciar a classe trabalhadora, os de menor renda, e os que estão na preocupante faixa de desassistidos imediatos, e sem ter como fazer quarentena e isolamento conforme recomenda a OMS e o Ministério da Saúde, e que não fazem parte da "turma do panelaço", certamente porque não são da classe média ou alta.

Mesmo procurando se mostrar coerente e prático, as reações da "oposição" ao discurso do presidente Bolsonaro à nação dia 24/03, quarta-feira, continuam indicando disputa por poder político, justamente o que a população não precisa e não quer neste momento. E tem quem entende que o governador de São Paulo, João Doria, com 58 (75,3%) das 77 mortes no país até ontem, 27/03, já demonstra sinais de que a "ficha" já começou a cair ao pedir publicamente que as indústrias continuem trabalhando. Só falta  agora pedir que o comércio volte a funcionar. 

No resumo da ópera dessa "suposta" disputa "política", e com os maiores índices de infectados e óbitos concentrado em SP, como seria a estratégia para o enfrentamento do Covid-19 em São Paulo se Márcio França fosse hoje o governador? Teríamos a mesma sensação da síndrome de histeria que estamos vendo hoje? Ou a questão toda seria tratada de forma diferente e sem disputa por protagonismo e poder? 

O Covid-19 está aí. Todos estão sujeitos a ser infectado, inclusive por quem disputa poder, apoia isolamento indiscriminado, incentiva críticas e bate panelas. E se tiver alguém feliz com a pandemia, deve ser porque deve ter o vírus e sintomas crônicos do militante ideológico, na contramão das ações do governo federal e das necessidades reais e imediatas da população. Talvez porque também querem tentar repetir o que fizeram com Dilma.

Logo saberemos se o presidente Jair Bolsonaro tem ou não razão no que disse no discurso à Nação dia 24/03, terça-feira, principalmente com os 38 milhões de autônomos informais, ou não, e suas famílias, sendo atingidos pelas medidas tomadas por governadores e prefeitos... O tempo dirá! Os primeiros resultados positivos no combate à pandemia parecem estar timidamente surgindo no horizonte, contrariando quem torce contra mas está no mesmo barco. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), parece começar a admitir que Bolsonaro tem razão... ele está sugerindo ao comércio e feiras voltar a funcionar em algumas cidades, com todas as precauções, claro.