Corrupção na Saúde

Esta última sexta-feira do mês de agosto acordou o Brasil com a Operação Tris in Idem, que é um desdobramento da Operação Favorito, Operação Placebo e da delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Rio. Com essa Operação, o STJ, Superior Tribunal de Justiça, determinou o afastamento imediato de Wilson Witzel do cargo de governador do Rio de Janeiro, inicialmente por seis meses, por suspeita de corrupção na Saúde. A decisão também proíbe o acesso de Witzel às dependências do governo do estado e a sua comunicação com funcionários e utilização dos serviços. As diligências foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ, que negou a prisão de Witzel solicitada pela PGR, com 17 mandados de prisão (6 preventivas e 11 temporárias) e 72 de busca e apreensão

Mandados de prisão, confirmados até as 09h:

  • Pastor Everaldo, presidente do PSC (preso);
  • Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico;
  • Sebastião Gothardo Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda (preso).

Mandados de busca e apreensão confirmados:

  • contra Helena Witzel, primeira-dama, no Palácio Laranjeiras;
  • contra Cláudio Castro, vice-governador;
  • contra André Ceciliano, PT, presidente da Assembleia Legislativa (Alerj);
  • contra o desembargador do Trabalho Marcos Pinto da Cruz.

Os mandados estão sendo cumpridos também em outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Sergipe, Piauí e no Distrito Federal. Segundo a PGR, Procuradoria-Geral da República, foi criada uma "caixinha de propina", abastecida pelo direcionamento de licitações de Organizações Sociais (OSs). Uma das operações suspeitas objeto da operação é a contratação da OS Iabas para gerir os hospitais de campanha do Rio para o tratamento de pacientes da Covid-19, a mesma do Hospital de Campanha do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo.

Parece evidente que há uma vasta e generalizada corrupção na gestão da Saúde em vários Estados e Municípios, que a Polícia Federal vem investigando, denunciando e trazendo a público. O que não é surpresa para ninguém é a corrupção estar enraizada principalmente na Saúde, o que sugere estar sendo desmontada depois que foi trocado o comando da Polícia Federal do Rio. 

Isso provocou o entrevero entre Bolsonaro e Alexandre Moraes (STF) na indicação do substituto do diretor da PF do Rio, na qual o ex-ministro da Justiça Séagio Moro teve participação direta com sua saída do governo. Aos poucos, o quebra-cabeças parece revelar a imagem da política de Saúde Pública praticada pelos governantes.

Aqui em Várzea Paulista tem o escândalo da Saúde com a denuncia de pagamento de propina da OS Vitale, em delação, para os ex-gestores da Saúde, Monica Rodrigues, e da Comunicação, David Alexandre, com duas visitas do GAECO, polícia anti-corrupção, na prefeitura, e com busca e apreensão na casa de ambos. O processo judicial ainda está em andamento, no qual deve estar anexado os áudios do "Peru", que inclui o nome de alguns vereadores. 

Ainda na gestão de Saúde, o governo de Várzea Paulista cometeu supostas irregularidades nas Licitações para co-gestão, tendo que retomá-las em meio a suspeitas e reclamações de favorecimento, com ações dos concorrentes desclassificados, sem mencionar a falta de medicamentos nas farmácias das UBSs, persistente desde o inicio do mandato deste atual governo municipal, iniciado em 01/01/2013. O escandalo na gestão da Saúde é para ser o maior escândalo da cidade, entre outros protagonizados por este atual governo, recordista de processos judiciais na história de Várzea Paulista.