A verdade prevaleceu...

Então... se existe um poder divino que coloca a verdade no seu devido lugar, ontem esse poder se manifestou plenamente: o Brasil assistiu o ministro da Saúde desmentindo publicamente o governador de São Paulo, João Doria, que havia dito na coletiva de imprensa de ontem, 08/05, que foi seu secretário da Saúde, David Uip, quem sugeriu ao ministro da Saúde o uso da Cloroquina. Segundo uns e outros, o desmentido de Mandetta provocou duas situações imediatas, agitando os comentários nos bastidores e opinião pública:

1) o governador fez politicagem usando seu secretário de Saúde do Estado de São Paulo, sem nenhum pudor, envergonhando um médico de competência profissional reconhecida. Mentiu? Então se deu mal. Com o desmentido do ministro da Saúde, o custo político para Doria nas pretensões presidenciais em 2022 certamente vai colocá-lo em nível de rejeição ainda mais baixa que a do ex-governador Alckmin nas eleições 2018, e pode estar fazendo do PSDB um partido cada vez mais vergonhoso, rejeitado e distanciado do eleitorado. O desmentido do ministro foi mais que suficiente para fazer cair a "ficha" que faltava para a fatia da opinião pública que ainda não entendia as reais intenções do governador de São Paulo. O meme acima circula nas redes sociais.

Quanto ao secretário, Dr. Uip, este já estava constrangido ao se permitir ser desprestigiado quando negou informar qual o medicamento foi usado no seu tratamento da Covid-19. Isso foi entendido como violação do juramento que fez ao se formar em medicina. Lamentável. O prejuízo moral e profissional deste excelente médico pode ser de difícil recuperação diante da opinião pública. Deveria ter se preservado. Não merecia. O governador pareceu demonstrar não ser seu amigo, e seria oportuno e honesto que João Doria assumisse todo o prejuízo causado a esse competente e profissional, secretário da Saúde do estado de São Paulo. 

2) Desmontou os argumentos dos políticos, principalmente os da esquerda, de que o medicamento Cloroquina "não é recomendado" no tratamento da Covid-19. Foi um banho de água gelada nas intenções, projetos e tentativas de afastar Bolsonaro da presidência da Republica, que saiu fortalecido e transbordando de razão desde o vídeo defendendo a Cloroquina, divulgado em 21/03.

Para encerrar o dia de ontem, em que a verdade por fim prevaleceu, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu o governo federal de derrubar decisões de estados e municípios sobre isolamento social, a pedido do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Como resposta, no pronunciamento de ontem, o Presidente da República destacou que a responsabilidade das decisões dos estados e municípios no combate ao coronavírus são dos governadores e prefeitos, o que significa que o governo federal não pode ser responsabilizado por quaisquer prejuízo à população, social ou financeiro, ao não ter sido previamente consultado. 

O editorial do O Estado de São Paulo, em defesa das medidas do governo de João Doria, publicou hoje que:

"O governo paulista estima que 277 mil pessoas morrerão em decorrência da covid-19 nos próximos seis meses se o isolamento não for respeitado no Estado". "Com a estrita observância das medidas restritivas, o número de óbitos cairia para 111 mil (...). Não é hora de baixar a guarda. Não há espaço para a autoconfiança irresponsável. O vírus pode ser mais perverso para certos grupos, mas ninguém está imune a ele. A vida de milhões de paulistas está sob risco. Se poucos começarem a não respeitar o isolamento, como tem ocorrido, muitos cidadãos que o fazem com disciplina e espírito público começarão a questionar o poder de seu sacrifício pessoal para frear a disseminação do contágio, o que seria o prenúncio de uma tragédia inaudita. Portanto, fique em casa."

Amanhã é sexta-feira santa no universo católico, fim da quaresma religiosa, e domingo o dia de Páscoa para a cristandade. Os eventos e comemorações certamente não serão iguais para todos, mas o Cristo está e sempre esteve em nós, tanto para ricos, remediados ou pobres, o que nos torna iguais ante o Criador, mesmo com o coronavírus... Oremos!