E continua a “Guerra Santa” contra a Saúde em Várzea Paulista – Parte 2 (de 2)

... continuação da Parte 1 (de 2)...

Como o ex-conselheiro pressionava muito pela transparência do COMUS, para desassossego do governo, uma "fórmula intempestiva" foi usada: "expulsar" o então conselheiro... e assim foi feito em reunião extraordinária com anuência dos demais conselheiros, supostamente "controlados" pelo governo. Claro, duro na queda, o ex-conselheiro movimentou os advogados para tornar a "Guerra Santa" a mais "turbulenta" e pública possível para o governo nas redes sociais. Alvo de muitos outros processos, em vários dos quais já condenado, em novembro de 2017 o Gaeco fez investigação na atual gestão da Saúde na Operação Ouro Verde. Na ocasião, o prefeito orientou o Jurídico da prefeitura a prestar todos os esclarecimentos, dizendo que o alvo não era a prefeitura de Várzea Paulista, e sim a O.S. Vitale. Bom, nesse caso 3 perguntas são fundamentais:

1 - porque o governo municipal continuou com a O.S. Vitale como co-gestora da UPA e Hospital depois da "visita" do Gaeco, alvo de investigação de corrupção na Operação Ouro Verde?

2 - porque fizeram contrato emergencial com a O.S. Vitale, sendo ela alvo de investigação de corrupção, 10 meses depois?

3 - porque não foram afastados os dois gestores até o final das investigações, comunicação e Saúde, delatados pelos ex-diretores da Vitale ?

Faltando poucos dias para fim do contrato (23/02), ainda não se sabe, pelo menos oficialmente, se a VITALE continuará ou não co-gestora da UPA e Hospital.

A administração municipal ainda não se pronunciou publicamente até o momento, mas pairam dúvidas:

- se o contrato emergencial deve ser encerrado dia 23/02, os funcionários já receberam aviso prévio de demissão? Se não foram demitidos, será feita nova prorrogação?

- se o Edital para contratação de nova co-gestão foi impugnado, quem o fez? E, pelo que parece, a impugnação ocorreu faltando 3 minutos para encerrar o prazo. Será que foi para permitir a prorrogação do contrato?

- outros municípios já cancelaram os contratos com a VITALE, como por exemplo o prefeito de Campinas. Qual o motivo do governo municipal de Várzea Paulista continuar com a VITALE? Veja vídeo acima.

- se na delação dos ex-diretores da VITALE, mencionando indícios de envolvimento de secretários municipais de Várzea Paulista, num possível esquema de corrupção, quais os porques de ainda não ser aberto Sindicância por parte da Administração Municipal, e CEI, Comissão Especial de Inquérito, por parte da Câmara Municipal?

As atitudes da administração municipal tem dificultado o acesso à informação, acompanhamento e fiscalização por parte da população, o que é, no mínimo, muito suspeito, já que o Conselho Municipal de Saúde aparentemente está de acordo com o governo.

A pergunta é: o contrato com a VITALE será renovado, ou não?

O que escreveu alguns meios de comunicação: