E continua a "Guerra Santa" contra a Saúde de Várzea Paulista – Parte 1 (de 2)

Como já comentamos, no Sinal de Fumaça na versão anterior do Blog, a "Guerra Santa" entre o ex-conselheiro José Maria dos Anjos, "expulso" do COMUS, Conselho Municipal de Saúde aqui de Várzea Paulista, e governo municipal, está cada vez mais acirrada no Inquérito Civil movido pelo Ministério Público após denúncia pelo ex-conselheiro. atualmente com mais de 300 páginas. Comentamos também que, na época, a administração pública da Saúde subestimaram o ex-conselheiro.

Certamente, ao descobrir que o ex-conselheiro é duro na queda, o governo deve estar queimando neurônios para lidar com a "encrenca" que arrumaram com ele por não permitirem o acesso aos documentos das Contas da Saúde, que a gestão tentava "aprovar" sem exame preliminar dos conselheiros, conforme previsto no estatuto do COMUS. Foi o que deu início à "Guerra Santa", com direito à auditoria, que tensionou a "corda" dos atritos e provocando mal-estar lá e acolá, etc.. Claro, o ex-conselheiro diz que a auditoria foi boicotada pela gestão municipal ao levar a documentação do mês de abril/2018 para o gabinete do prefeito para "avaliação".

Por mais contrariado que estivesse, e estava, a saída que o ex-conselheiro encontrou para tentar conseguir acesso aos documentos foi protocolar uma denúncia no Ministério Público que, por sua vez, abriu Inquérito Civil para apurar os fatos. Nesse ínterim aconteceu o "inesperado": Paulo Câmara, Daniel Câmara e Ronaldo Pasquarelli, ex-diretores da O.S. Vitale, denunciados à Justiça por organização criminosa, fraude à licitação, falsidade ideológica e peculato.

Os ex-diretores fizeram acordo com a Justiça e delataram, entre outros agentes públicos, o então secretário de comunicação e secretária de Saúde, David Alexandre da Silva e Monica Rodrigues de Carvalho, como recebedores de propina da O.S. Vitale, aparentemente derrubando a aura de "inocência" do governo neste caso. Mas isso não é para ser a pior parte: uma vez confessado a corrupção da O.S. Vitale, o prefeito de Campinas imediatamente encerrou o contrato com a Vitale, ao contrário do que fez o governo municipal aqui de Várzea Paulista que continuou a co-gestão com a empresa em "contrato emergencial", e que vence dia 22/02 próximo, aumentando as suspeitas de existir supostos "negócios escusos" entre governo e empresa.

... continua na Parte 2...