Lula, Doria, a luta pela "(re)conquista" do poder, e o "povo".

Então... logo após Lula dizer em entrevista que o PT estuda pedir impeachment de Bolsonaro, a nação foi "surpreendida" com a troca de afagos, e certamente interesses, entre Doria e Lula, "supostamente" confirmando o que muitos já desconfiavam: nunca houve o "nós contra eles". O que se entende é que sempre houve um "acordo" entre PT (Lula) e PSDB (FHC) nas disputas eleitorais, onde cada lado fazia de conta estar contra o outro. Quem vencesse colocava o lado "perdedor" no governo, e no fim todos ganhavam. 

Entretanto, certamente quem "rompeu" o "acordo" foi Aécio Neves, PSDB, que não se conformou ter perdido a eleição para Dilma, e que "supostamente" conspirou contra ela até conseguir o impechment, segundo avaliações de formadores de opinião na época. Para corroborar isso, assim que Temer assumiu a presidência, colocou Imbassahy (anunciado por Doria), Aloysio Nunes, e José Serra, todos do PSDB, como ministros do governo federal, e emplacou Alexandre de Moraes no STF, também do PSDB. Doria frequentava o Palácio do Planalto enquanto Temer foi presidente, que escapou do impeachment à custa de, supostamente, bancar parlamentares do Congresso Nacional para mantê-los ao seu lado.

Como a esquerda (PT, PSDB, PSOL, PDT, PCdoB & Cia) perdeu as eleições presidenciais para Bolsonaro, era inevitável que ataques começassem para reconquista do poder, antes mesmo de ser empossado. Ora, toda a esquerda & corruptos (em todas as instituições) tem se mostrado incansável "na luta", persistente mesmo, para remover Bolsonaro da presidência. Quanto a isso, circula um vídeo nas redes sociais denunciando um suposto golpe no andamento da PEC 37/2019. Pelo texto, que tramita na Câmara dos Deputados, em nenhuma hipótese o vice-presidente da República assumiria a Presidência em definitivo. O mesmo valerá para vice-governadores e vice-prefeitos.

Depois das criticas dos políticos, maioria envolvidos em corrupção e processos judiciais, e com ajuda de alguns meios de comunicação, o governador de São Paulo, João Doria, traidor para alguns (inclusive dentro do PSDB), partiu para a "luta" pelo poder tentando desprestigiar e desmoralizar Bolsonaro. Primeiro timidamente, mas agora acintosamente. Quer ser candidato a presidente em 2022. Se Doria estiver contando com seus pares, governadores (não todos), pode estar cometendo um erro estratégico como um tolo. Doria se comporta como quem quer "liderar" o Brasil, "custe o que custar". Mas, oras, o sentimento coletivo é: quem  ficar contra Bolsonaro estará ficando contra todos que o elegeu. Inclusive o ministro da Saúde, que parece contrariar os pontos de vista do Presidente da Republica na questão do isolamento. 

Para concluir, transcrevemos abaixo os comentários no vídeo da mulher falando ao presidente com voz embargada, que quer "voltar à vida normal": "Estou aqui pedindo para o senhor: põe esses militares na rua. Põe, que esse governador já decretou mais um mês sem aula, sem nada. Não tem condições de a gente viver desse jeito. Venho aqui pedir por milhões e milhares de pessoas, que estão na necessidade. Eu não quero dinheiro do governo, eu quero trabalho, quero voltar à minha vida normal. Sou uma mãe de família."

"A imprensa não ajuda a gente. A imprensa faz é acabar com a nossa vida, eles não passam necessidade, eles estão aí para acabar com a vida do povo. Abre esse comércio. Eu sou professora e não posso dar aula. E aí vai faltar tudo na minha vida? Vou depender de 600 reais do governo? Eu não quero dinheiro do governo, eu quero a minha vida normal. E esses governadores querem o quê? Eles têm o dinheiro deles. A gente tem o senhor, é isso que a gente tem. Por que querem derrubar o senhor? Porque sabem que o senhor quer o bem da gente. A gente está junto. Não fala nada para essa imprensa, presidente."

Bolsonaro ouviu tudo e, no fim, sendo aplaudido, disse: "Pode ter certeza de que a senhora fala por milhares de pessoas." 

Claro, quem pode ficar em casa, tendo condições, certamente não pensa e não fala como ela. Também não é o caso de uns e outros, incluindo críticos e militantes de esquerda, que querem o impeachment do presidente Bolsonaro, enquanto muita gente precisa trabalhar para ter renda! E sem renda, ICMS, ISS e outros impostos,  Estados e munícipios perdem arrecadação para pagar contas e salários dos funcionários públicos, ficando na dependência do governo federal. E ainda querem colocar a responsabilidade em Bolsonaro!