Governador João Doria descarta reduzir ICMS sobre combustíveis para compensar alta da gasolina

O governador de São Paulo, João Doria, PSDB, afirmou que "não se estuda e não se vai estudar" a redução de ICMS sobre combustíveis para compensar uma eventual alta da gasolina devido à crescente tensão entre Estados Unidos e Irã. A medida foi sugerida aos estados pelo presidente Jair Bolsonaro. João Doria comentou durante o leilão da concessão de rodovias Piracicaba-Panorama: "Não há a menor chance de o governo federal depositar essa conta, referente a alta da gasolina, nos governos estaduais. Não faz o menor sentido isso"

O governador afirma ter conversado com outros governadores e que a posição dos estados é similar à de São Paulo: "O governo de São Paulo não fará isso (reduzir o ICMS sobre combustíveis) e tenho a sensação de que os outros 26 governos também não. O sentimento que pude aferir dos governadores de todas as regiões do país é que não faremos isso. Esse não é um tema estadual, é federal".

Bolsonaro havia dito que uma alta no preço do petróleo poderia ser compensada por diminuição em alíquotas do ICMS, imposto de competência estadual, e que não pretende interferir no preço da gasolina, e que a tendência é de que o valor do combustível se estabilize. Ele afirmou que o Ministério de Minas e Energia iria promover uma reunião com entidades de petróleo e gás para monitorar a variação de preços, reconhecendo que o preço da gasolina está alto: "Cai tudo no meu colo e parece que sou responsável por tudo. Querem que eu tabele. Não tem como tabelar. Nossa política não é essa. Políticas semelhantes no passado não deram certo. A nossa economia está dando certo."