O STF e as 2 torcidas pela prisão na 2a Instância

Então... o STF, Supremo Tribunal Federal começa votar a partir desta 5a feira, o julgamento que pode decidir a constitucionalidade da prisão em 2a instância. A questão é polêmica porque deve beneficiar milhares de presos, incluindo vários envolvidos com a Lava Jato, entre quais o ex-presidente Lula. Dependendo do que os ministros decidirem, muitos desses presos podem ser liberados e ficarem em liberdade até que se esgotem TODOS os possíveis recursos judiciais

Os meios de comunicação, aparentemente de modo geral, e muitos juristas, são contra a derrubada da prisão em 2a Instância mas, do lado dos investigados e presos, há a expectativa e torcida de serem soltos se o STF decidir que ninguém pode ir preso até acabarem todos os recursos jurídicos na última instância, com trânsito em julgado

Bom, o julgamento terá, como primeira etapa, as chamadas sustentações orais dos defensores da prisão em segunda instância e dos que são contrários a ela. Além de advogados representando os autores das ações e da Procuradoria-Geral da República, falarão também representantes de organizações que demonstraram interesse no julgamento. Dez organizações foram aceitas e tentarão influenciar a opinião dos magistrados. Os votos dos ministros serão conhecidos somente a partir da próxima quarta-feira, quando o STF voltará a se reunir. 

Claro, o julgamento, será um dos mais importantes da história do STF. Uma eventual mudança do entendimento do tribunal pode beneficiar milhares de detentos em todo o país, inclusive condenados na Lava-Jato por crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. Para o ministro Luís Roberto Barroso, "os criminosos de colarinho-branco e os corruptos" serão os principais beneficiados, caso o STF modifique a jurisprudência atual sobre o assunto. 

Quanto a isso, o general Eduardo Villas Boas escreveu nas redes sociais: "Experimentamos um novo período em que as instituições vêm fazendo grande esforço para combater a corrupção e a impunidade, o que nos trouxe - gente brasileira - de volta a autoestima e a confiança. É preciso manter a energia que nos move em direção à paz social, sob pena de que o povo brasileiro venha a cair outra vez no desalento e na eventual convulsão social."

E mais, não só o Brasil está atento ao que o STF anda fazendo, mas também a comunidade internacional que desaprova e condena medidas judiciais que facilitem a corrupção e a impunidade dos crimes cometidos.

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