João Doria e sua cruzada contra Bolsonaro, enquanto São Paulo continua "líder" de óbitos e contaminações por Covid-19 no Brasil

Então... na avaliação dos bastidores políticos e opinião pública, o governador de São Paulo, João Doria, parece que continua com sua indisfarçável cruzada rumo às eleições presidenciais em 2022, preocupado em criticar o presidente Bolsonaro em sua deselegante postura oportunista de sempre, aparentemente movido pela politicagem rasteira embutida na fala e que parece fazer questão de usar. No pronunciamento de ontem, 27/04, João Doria tentou "conquistar" a "simpatia" da Policia Federal ao dizer: "A PF deve ser respeitada. A PF é nacional. A PF do Brasil não é pessoal nem familiar. Portanto, transmito aqui a minha solidariedade a todos os integrantes da PF, que ganharam respeitabilidade da população brasileira." Disse mais: "Entendo que o presidente da República deve interagir com o povo, e não com o chefe da PF. (...) Interferir é crime."

Ora, a realidade que deveria ocupar e preocupar o governador João Doria é a do estado de São Paulo, e não as questões políticas do presidente da Republica, seus ministros e decisões governamentais. Deveria estar 100% focado e preocupado com o avanço do Covid-19 em São Paulo, que continua registrando, Até ontem, o maior número de óbitos no Estado é 1.825 contra 4.543 do total no país, e 21.696 contaminados contra 66.501 do total no país, principalmente na capital de São Paulo com 1.183 óbitos (64% de todo o Estado) e 14.104 confirmados (60% de todo o Estado). 

Várzea Paulista registrou até ontem 4 óbitos (1 em investigação), 7 confirmados, 10 suspeitos e 3 recuperados. O Brasil registrou 31.142 casos curados até o dia 26/04. Entretanto, João Doria parece se preocupar mais com política de palanque eleitoral e deve continuar achando que, como governador, tem o direito e força política suficientes para influenciar, alterar e/ou inibir ações e decisões do governo federal, principalmente com os bastidores e opinião pública entendendo que o governador parece mesmo pensar primeiro nas eleições presidenciais de 2022.

Ora, criticar é inerente a qualquer cidadão ao manifestar sua opinião... A liberdade de expressão é garantida na Constituição, Inciso IV do Artigo 5º, e é da natureza racional do cidadão o direito de manifestar, livremente, suas opiniões, ideias e pensamentos pessoais sem medo de retaliação ou censura por parte do governo ou de outros membros da sociedade. É um conceito fundamental nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral. Portanto, criticar para querer ser visto como superior ou dono da verdade é coisa do ego de cada um, principalmente quando se trata de político com intenção de depreciar quem quer que seja, mesmo que seja adversário ou desafeto.

Das noticias de hoje no cenário nacional, destacamos que André Luiz Mendonça, é o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, em substituição a Sergio Moro. Ele era o AGU, Advogado Geral da União, e sua nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 28/04. Para o lugar de Mendonça na AGU foi nomeado José Levi do Amaral, até então procurador-geral da Fazenda Nacional. Isso deve esfriar a saída de Moro. Nesta mesma edição do Diário Oficial, o presidente Bolsonaro também nomeou Alexandre Ramagem, que dirigia a ABIN, Agência Brasileira de Inteligência, para a direção-geral da Polícia Federal. Outra notícia relevante é o ministro do STF, Celso de Mello, autorizar ontem, 27/04, a abertura de inquérito para apurar as supostas "interferências" do presidente Jair Bolsonaro e as declarações do ex-ministro Sergio Moro na coletiva de imprensa ao anunciar sua demissão.