Justiça Eleitoral de Várzea Paulista impugnou vários registros de candidaturas para vereador...

26/10/2020

Então... conforme "anunciado" na semana passada aqui em Várzea Paulista, a pesquisa eleitoral encomendada pela coordenação de campanha do grupo aliado do governo municipal, realmente mostra o candidato a prefeito pelo PSDB em 1º lugar, o que pode supostamente evidenciar manipulação dos resultados na tentativa de mudar a preferência do eleitorado, sugerindo suposto desespero da coligação. 

Ora, uns e outros questionam se as candidaturas já indeferidas pela Justiça Eleitoral, estão ou não dentro do contexto popular "aqui se faz, aqui se paga", ou no contexto "ingratidão" tipico dos fracos e arrogantes. Também estão especulando o quanto cada candidato usou, ou não, de recursos e  influências políticas, bem como vários advogados, para tentar evitar o indeferimento do registro da candidatura. De qualquer forma a Justiça, imparcial como deve ser, indeferiu o registro de alguns candidatos, entre eles: João Paulo de Souza (PSDB), Ronaldo Molina (PDT), Sueli Helena (PDT) & outros, conforme consta nas sentenças da Justiça Eleitoral de Várzea Paulista, que pode ser conferido no link abaixo:

Divulga-Cand

Uma cópia de sentença que logo começou a circular e inundar os grupos Whatsapp aqui de Várzea Paulista, assim que foi publicada, é a do ex-gestor de comunicação que não se descompatibilizou do cargo político no prazo previsto. Na sentença, a Justiça Eleitoral escreveu que "o cargo de Gestor Executivo e alguns outros elencados na Lei nº 296/19 são de investidura de natureza política, o que impõe a observância do disposto no art. 1°, III, "b", 4, da Lei Complementar nº 64/90. Conferir aos cargos e funções públicas novas nomenclaturas ou uma roupagem distinta não dispensa a necessidade de desincompatibilização no prazo legal." Vide a integra da sentença abaixo:

O jornal A Verdade e as redes sociais destacam que o candidato, João Paulo de Souza, PSDB, teria tentado lubridiar a justiça eleitoral, enquanto comentam nos bastidores de campanha eleitoral que, por supostos desafetos e até mesmo por integrantes da coligação apoiada pelo governo municipal, a sentença foi efusivamente comemorada e que não foi surpresa para ninguém. Já outros comentários nos grupos Whatsapp avaliam que esse "tropeço" eleitoral teria sido por suposta ganância pelo poder, e que estaria sob influência e coordenação do ex-gestor anterior da pasta de comunicação, o que se exonerou por estar sendo investigado pelo Ministério Público e Gaeco por recebimento de propina da O.S. Vitale.  

Obs.: Todos os impugnados podem recorrer da sentença e continuar na campanha eleitoral, mas dificilmente a 2ª Instância Eleitoral cancela uma sentença já aplicada, como aconteceu com o ex-prefeito Clemente na campanha eleitoral de 2012.