TRF4 foi severo com Lula no processo do sítio de Atibaia?

Então... ontem, 27/11, foi um dia que a justiça parece ter aplicado um revertério nas expectativas de quem queria se safar das garras da lei, contando com "estratégias" questionáveis com base em decisões do STF, principalmente, mas que não funcionou como se esperava. Quem mais saiu perdendo parece ter sido o ministro Dias Toffoli, juntamente com o ministro Gilmar Mendes, segundo avaliações nos meios de comunicação neutros, seguidos pela contrariedade das demais mídias da esquerda segundo uns e outros. Do lado do TRF-4, os 3 ministros da turma contrariaram todos os que esperavam a submissão da corte à decisão do STF, na qual o réu deve falar por último nas alegações finais, deixando a defesa do ex-presidente Lula irritada e atordoada. Foi uma paulada e tanto: 3x0 com aumento da pena para 17 anos, que descartou todas as alegações e intenções da defesa. Claro que vão recorrer ao STF, reduto que muitos analistas políticos, jurídicos e, principalmente, a opinião pública entendem como sendo a "tábua da salvação" de quem pode pagar bons "advogados" para continuar livre com provas irrefutáveis e tudo o mais. Segundo o general Heleno, no Twitter: "O TRF4 varre outra vez o Brasil com um sopro de honestidade, coerência, sabedoria, imparcialidade e isenção. Brasileiros de bem recuperam a esperança na justiça; desonestos choram e esperneiam." Do lado do STF, a tentativa de "contenção" do compartilhamento dos dados e informações da UIF (ex-Coaf) com a Receita Federal, está perdendo por 5x1 nos votos já conhecidos dos ministros na sessão plenária, certamente para desgosto de muitos suspeitos e implicados em corrupção. Ainda faltam 5 votos, que serão conhecidos hoje, dos quais apenas mais 1 será suficiente para derrubar a restrição defendida pelo presidente do STF, Dias Toffoli. Segundo juristas conceituados, malgrado as decisões do STF, tem juízes que aplicam as leis com a isenção exigida. Pelo sim pelo não, para quem acha que pode fazer prevalecer a vontade própria contra tudo e contra todos, a decepção da defesa de Lula & Cia foi de velório jurídico, ou não? Oremos? Carece?