'Lula solto' e 'o pior está por vir'

Com Lula solto, assunto do momento, muitos analistas políticos e "especialistas" de plantão inundaram os meios de comunicação com comentários, projeções futuras e especulações, para explicar como avaliam o momento atual. Claro, o discurso de Lula no sindicato dos metalúrgicos do ABC, sábado p.p. - 09/11, atacando a Globo, Moro, Deltan Dalagnol e Bolsonaro, foi o tema e principal abordagem do site O Estado de São Paulo em seu editorial.

Há quem garante que o Estadão tem razão... vejamos uma parte do editorial:

"Ao se dizer 'mais à esquerda' agora do que antes, Lula veste o figurino de 'radical' - personagem que não condiz nem um pouco com a do político que, ao longo de quase toda a sua trajetória, não se furtou a negociar com quem quer que fosse, desde que isso o ajudasse a chegar ao poder ou a nele permanecer. Foi assim, por exemplo, que Lula, quando sindicalista, fazia discursos raivosos para os trabalhadores e, em seguida, confraternizava alegremente com empresários na Fiesp.

Foi assim, também, quando Lula se aliou a Paulo Maluf para eleger seu poste Fernando Haddad prefeito de São Paulo em 2012. O denominador comum de toda essa história é apenas Lula da Silva - um 'viciado em si mesmo', como certa feita o classificou, argutamente, o escritor Millôr Fernandes. Assim, o discurso de Lula de radicalização 'à esquerda' nada tem a ver com convicção ideológica. É tão somente um truque publicitário."

A opinião pública já questiona se o que Bolsonaro disse sobre "o pior está por vir", tem alguma relação com Lula solto.

Claro, o PT, PSOL, PCdoB, PCO e etc estão em festa.

E o PDT de Ciro Gomes, está em silêncio?