Máscaras "políticas" caindo...

24/10/2020

Bom, que existem brasileiros torcendo para o Brasil dar errado não há dúvidas. Muita gente conhece alguém que comemora, por exemplo, quando as projeções do PIB caem, quando o índice de desemprego aumenta (inevitável acontecer durante a pandemia de coronavírus), e a briga pela vacina Coronavac chinesa do Doria. São pessoas que preferem ver o Brasil no buraco só para dizer que o governo é ruim, que os eleitores de Bolsonaro erraram e que certa é a corrente política do contra ou a ideologia contrária. É aceitável dizer que o governo merece críticas, e muitas. Mas alguns fatos recentes deixam clara a intenção de pessoas que não torcem pela melhora do país ou das condições de vida dos brasileiros. Há leviandade em várias acusações e maldade em uma série de questões, e o curioso é que os "mascarados" estão, eles próprios, tirando o véu atrás dos quais tentavam se esconder.

A primeira máscara que caiu foi a das manifestações de rua e de parte da imprensa na cobertura das manifestações. Os "manifestantes" reapareceram em plena pandemia, definidos por inúmeros jornalistas como "defensores da democracia" e, enaltecidos por "se arriscarem em prol da liberdade de expressão", lembrando que qualquer das manifestações anteriores eram criticadas por promover aglomeração e proliferação do vírus, ainda que as pessoas usassem máscaras para evitar contágio. Depois que os grupos "pró-democracia" fizeram o que fizeram, ficou evidente quem realmente se preocupa com o coletivo e com a democracia, e quem não está nem aí para a saúde dos outros ou mesmo para a democracia, e só quer tumultuar em nome de uma causa imaginária, divulgando notícias de acordo com os interessados nos fatos.

A segunda máscara que caiu foi a dos verdadeiros fascistas anti-democráticos, que atuam livremente na internet, espalhando mentiras e para tentar acabar com a credibilidade e a reputação de quem não compactua das mesmas ideologias ou corrente política. É uma turma que não preza pela liberdade de expressão, pelo debate de ideias, nem pela verdade, e enaltece apenas as próprias narrativas e as pessoas que embarcam nelas.

Outras máscaras que cairamforam a do deputado Alexandre Frota que, antes defensor de Bolsonaro, se filiou ao PSDB com "apoio" de João Doria, se tornando critico do governo, e a da maior informante da CPMI das Fake News, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que se elegeu junto com Frota na mesma onda Bolsonaro, foi apoiadora e líder do governo no Congresso e que, quando perdeu a liderança e o prestígio, se tornou inimiga mortal do presidente e do governo ficando ao lado de Doria. Foi descoberto todo o esquema de "Fake News" patrocinado e impulsionado pela deputada, que hoje é candidata a prefeita de São Paulo.

Também a queda da máscara dos inimigos da hidroxicloroquina, principalmente depois que alguns dos cientistas, aqueles do estudo da revista Lancet, retiraram seu nome da pesquisa, sendo que a seguir a própria pesquisa foi "despublicada" e com a OMS voltando atrás. Não é por acaso que agora estão calados todos os que se opunham ao protocolo do Ministério da Saúde que, assim como tantos outros países, indicou o uso do medicamento em combinação com a azitromicina logo no início dos sintomas como forma de evitar o avanço da doença, internações e aumento no número de óbitos.

Caiu também a mascara de Mandetta, Sérgio Moro e Witzel, que comentam nos meios políticos e opinião pública terem "traído" Bolsonaro. Mandetta por parecer ser "independente do presidente e ficar nos "holofotes midiáticos". Moro por insinuar que o presidente "interferiu" na sua pasta.  E Witzel por denucnia de desvios de dinheiro da Saúde no Rio de Janeiro. Todos tentaram, supostamente, cada um do seu jeito, desgastar Bolsonaro com a intenção de tirá-lo da presidência da República. Não foi como supostamente planejaram e, todos, certamente, perderam o que não tinham, mesmo com o "suposto" apoio e "incentivo" do pretenso amigo governador de São Paulo, João Doria.

Acredita-se que a próxima máscara a cair seja a de João Doria, que também foi eleito com o apoio de Bolsonaro usando o slogan "bolsodoria", mas, logo depois que foi eleito, se voltou contra Bolsonaro pensando em ser o próximo presidente da republica. Ora, o governo de São Paulo continua sendo o estado com os maiores índices de Covid-19 do Brasil, até 23/10 com mais de 1.083.600 infectados e mais de 38.600 óbitos, supostamente por mal sucedida imposição de mais de 6 meses de quarentena, e que aparenta não ter sido eficaz nos protocolos adotados. 

Com o suposto fracasso de medidas contra a pandemia, João Doria agora parece tentar impor ao Ministério da Saúde e governo federal a "obrigação" do "financiamento" da produção da vacina pelo Instituto Butantã, que o presidente Bolsonaro recusa categoricamente a comprar, e indisfarçavelmente quer "impor" sua "vontade" para "obrigar" o uso da vacina chinesa no SUS, mas que ainda não está aprovada e que o próprio Doria contratou sem a participação e/ou anuência do governo federal.

Com sua fala mansa e pausada, aparentemente impositiva, o governador de SP parece pretender arrastar outros governadores para seu projeto, caso não consiga "dobrar" o governo federal para "compra" da vacina chinesa, e ainda "obrigar" os paulistas a se imunizar com a Coronavac chinesa. É do conhecimento da ciência que nenhuma vacina ficou pronta, e aprovada com eficácia comprovada, em menos de 4 anos. Mas, para comprovar a eficácia, tem um meme que diz que a vacina chinesa deve testada primeiro em Doria e na sua equipe, e um outro diz que deve vacinar todos os políticos... se não acontecer nada com eles, a vacina pode ser liberada.