Ninho vazio, Covid-19 e a campanha eleitoral 2020

29/09/2020

Iniciado o período de campanha eleitoral 2020, que termina dia 14/10 no transcurso desta pandemia do Covid-19 (supostamente em "achatamento da curva"), a jornalista Dora Kramer escreveu há um tempo atrás, na revista Veja, sobre o "ninho vazio" dos tucanos, tido como tradicional "opositor" do PT, pelo menos até as eleições 2018, quando se deu conta que o eleitorado não tinha preferência pelo partido como os caciques pensavam. O PSDB parece ser uma decepção desde que Geraldo Alckmin derreteu o partido já no 1º turno com seus 4,76% do total de votos válidos para presidente da República, um recado indiscutível dos eleitores, cujo vexame se expandiu com os escândalos de corrupção dos "medalhões". Dora Kramer escreveu:

"Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin, um a um foram caindo os bastiões do PSDB que capitanearam nos últimos 18 anos as tentativas do partido de voltar ao poder exercido durante oito anos sob o comando de Fernando Henrique Cardoso, na tentativa de volta ao poder. Todos enrolados na Justiça por força do entrelaçamento de doações ilegais de campanha com atos de governo que resultam em acusações de corrupção e ilícitos correlatos. 

Sobraram na tribuna FHC na simbólica condição de conselheiro cujos conselhos são ignorados e o governador João Doria, pretendente a candidato presidencial de um partido que de modo geral não nutre por ele um grande apreço, mas já não tem escolha. Ou vai com Doria ou não vai. Se consegue chegar lá são outros quinhentos a serem confrontados com o anseio do eleitorado.

Isso os tucanos terão de enfrentar de ninho vazio e já sem contar com a velha dicotomia com o PT que durante anos, mais de 20, garantiram vaga competitiva na disputa eleitoral às duas forças partidárias. Os tempos mudaram e podemos dizer, num trocadilho apenas razoável, que foram lavados a jato por eles."

Nestas eleições municipais, com a pandemia do novo coronavírus e decisões controversas dos governadores e prefeitos nas intempestivas quarentenas, isolamento social, investidas policiais tentando impedir aglomerações (algumas imperdoáveis por uso desnecessário de força, prisão, etc), parece que o Covid-19 não tem mais a importância que tinha até pouco tempo atrás... não morreu o tanto de pessoas que se apregoava e nem foi provada a ineficácia da Hidroxicloroquina, Vitamina D, Ivermectina, etc., inclusive sendo ministrado e distribuído pelos governos estaduais e municipais, que tem contribuído para a cura, principalmente precoce, de muitas pessoas. 

Parece acontecer uma "guerra" para testes e aprovação da primeira vacina realmente eficaz e segura, enquanto a população parece ter perdido o medo e não respeita mais o isolamento como antes. Bom, a pandemia do Covid-19 parece estar "suspensa" até o término da campanha eleitoral e eleições e, inclusive, tem candidatos fazendo campanha sem usar máscara. Evidentemente, as autoridades municipais podem explicar isso melhor...