Nós (emprego/economia) vs. Eles (isolamento social)

Então... aparentemente a política tomou conta do interesse popular nas questões da pandemia, e é observável ter duas vertentes de opiniões: a) a que defende o uso a hidroxicloroquina e o fim do isolamento para salvar empregos e, b) a que parece "defender" o Covid-19, incentivando o isolamento que pode desembocar no caos social e econômico com o desemprego. Coisa de brasileiro? Não é para ser, mas comentam nos bastidores e opinião pública que é coisa de militantes políticos... principalmente da esquerda, com muitas controvérsias, claro. Segundo muitos uns e outros, o "impasse" sugerido pelo ministro da Saúde, Mandetta, de que a população está dividida (está?) entre ouvir ele ou o presidente Bolsonaro, não deixa de ser um comentário essencialmente político, talvez provocando sua demissão do cargo. Descendo do patamar federal para o estadual, alguns governadores, e políticos sem mandato, continuam exercitando criticas diretas ao presidente, acreditando que podem minar a autoridade do governo federal. É uma estratégia que não tem mostrado a eficácia que desejam, mesmo porque Bolsonaro não tem o histórico de corrupção que a maioria praticamente possam ter. Nesse "jogo maquiavélico" de "pega-prá-capar", quem mais parece está perdendo é o governador de São Paulo, João Agripino da Costa Doria Junior, mais conhecido como João Doria, principalmente depois que disse que foi seu secretário que indicou a Cloroquina ao ministro da Saúde, desmentido pelo próprio ministro. Não bastasse isso, anunciou que as operadores de celular iriam monitorar a população para identificar aglomerações, e que também mandaria prender quem não obedecesse o decreto de isolamento social. Ora, a população reagiu nas redes sociais contra as medidas do governador, foi às ruas em carreata e até baile funk na periferia aconteceu. As avaliações gerais da opinião pública condenam João Doria e sua "política agressiva" na condução da crise da pandemia em São Paulo, que o tem colocado na contramão de suas pretensões políticas e do eleitorado que o elegeu. Com isso, as especulações estão sinalizando que as apostas são potencialmente contra o PSDB nas próximas eleições municipais, como também deve repetir em 2022 o que aconteceu com Geraldo Alckmin. Pelo sim pelo não, a política vai continuar ignorando a lição que a opinião pública está transmitindo ao Congresso Nacional, governos, Assembleias Estaduais e câmaras municipais? Oremos!