O caso do cemitério de Várzea Paulista

Será que somente depois da boiada escapar que se percebe que a porteira está aberta?

Tem coisas que se assemelham muito, e, uma delas, é o que ocorreu com o caso do Banco Cruzeiro do Sul que, com um rombo de cerca de R$ 1,5 bilhão de reais, sofreu intervenção do Banco Central. Em 11 de agosto de 2015, foi decretada a falência do banco pela Segunda Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. O banco pertencia à família de Índio da Costa, que foi vice de José Serra na disputa presidencial de 2010.

Somente depois do desastre, é que se deu conta que o Banco se havia transformado em uma "grande lavanderia de dinheiro das mais diversas origens e de forma bem planejada". E, segundo a mídia, o Banco foi conivente com atividades operacionais criminosas.

Pois é... podemos notar uma certa semelhança, que ninguém sabe ao certo, pelo menos por enquanto, no escândalo das finanças do Cemitério Municipal de Várzea Paulista.

O Governo Municipal tomou posse em 2013 e imediatamente começou a apresentar as grandes dificuldades financeiras deixadas pelo seu antecessor, porém, ao que parece, essas dificuldades não atingiram a administração do cemitério municipal.

Segundo informações extraoficiais, a arrecadação anual de taxas de manutenção anuais do cemitério saltou de cerca 100 mil reais para cerca de 400 mil, número que poderá ser verificado junto a Secretária de Finanças.

Foram tantas melhorias no cemitério, alcançadas nos 4 anos de gestão do Governo Municipal, que serviu de destaque nas propagandas políticas utilizadas para a reeleição do atual Prefeito. Até aí, tudo bem, tudo lindo, maravilhoso e merecedor de elogios.

Contudo, no inicio do segundo mandato, em 2017, chegou ao conhecimento da mídia que poderia estar havendo irregularidades graves na administração do cemitério.

Nesse momento, um funcionário pertencente ao "quadro de confiança do Prefeito", ao que parece, foi denunciado pelo próprio Governo Municipal de ser responsável por possíveis irregularidades na administração do Cemitério Municipal.

Aqueles que tiveram contato, na época, com esse ex-funcionário, garante que ele afirmou que todas as melhorias foram realizadas com a forma que se passou a se administrar o Cemitério a partir de 2013, e, que a Prefeitura não forneceu nenhum material para as obras que foram realizadas. Será que houve um 'milagre' da multiplicação de areia, pedra e cimento?

Tendo isso ocorrido, será que os superiores deste ex-funcionário não tinham conhecimento do que estava ocorrendo?

Natural que o fato após ter vindo a público, ainda mais pela forma, passou a chamar à atenção não somente da mídia, mas, também de todos aqueles que se interessa por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. Todos não, infelizmente, nossa "CÂMARA DE VEREADORES" parece estar alheia aos acontecimentos, tendo se omitido em fiscalizar os fatos, mesmo após a ascensão do "NOVO" Presidente da Câmara, que apesar de se apresentar como novidade, continuou a fazer e conduzir a câmara municipal da mesma forma que seus antecessores.

Nos meios políticos, as especulações são alimentadas diariamente, e, uma delas é que como no caso do Banco Cruzeiro do Sul, o fato do Gestor, que era responsável na época, pela administração do Cemitério estar tentando viabilizar seu nome como possível sucessor do Prefeito Municipal, pode ser o motivo pelo qual os NOBRES VEREADORES não estão querendo se indispor com o Gestor.

E, como anda o processo de investigação? Quem está apurando?

Como podemos observar, tanto no caso do Banco Cruzeiro do Sul como no caso do Cemitério Municipal de Várzea Paulista, a imprensa parece que enxergará a boiada solta somente depois que porteira estiver aberta.

"2.020 será o ano de prestações de contas dos vereadores, os eleitores irão cobrar!!!"


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