O dia do "tô fora" de Mandetta, ex-ministro da Saúde

Ontem, 16/04, foi o dia do "tô fora" para o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, principalmente para desgosto de todos que se apoiavam em sua voz discordante para com o presidente da republica. Segundo uns e outros, mesmo com a demissão previamente anunciada, não deixou de ser um golpe e tanto naqueles que se deliciavam com as criticas e insinuações do ex-ministro contra Bolsonaro. 

Assumiu em seu lugar o oncologista Nelson Teich, doutor em Ciências da Saúde - Economia da Saúde pela Universidade de York, do Reino Unido, aceito, reconhecido e apoiado pela Associação Médica Brasileira como médico e gestor competente. Inclusive prestou consultoria no Hospital Israelita Albert Einstein. Agora como ministro da Saúde, é para ser a pessoa certa, no lugar certo e na hora certa.

Avalia-se que, a partir de agora, o Ministério da Saúde deixa de praticar a política de interesses partidários, particulares e pessoais, para dotar a estrutura do Ministério da Saúde com política e ações pautadas em critérios técnicos, e ciências médicas voltadas à população no combate ao Covid-19 e demais necessidades da saúde pública, sem alimentar especulações dos formadores de opinião e dos que queriam "parecer" nos holofotes, como vinha acontecendo sistematicamente desde o inicio do governo Bolsonaro, em todas as "vertentes" do cenário político, principalmente, e não políticos. 

Claro, os "políticos da esquerda e centrão", incluídos João Doria, Witzel, Caiado, & Cia., vão ter que encontrar outro ponto de apoio para suas investidas politiqueiras e rasteiras, na tentativa de justificar suas decisões nos estados e municípios que não souberam equilibrar o combate ao coronavírus com o fator economia, e que querem que o governo federal pague a conta de suas decisões sem previamente consultarem a presidência da republica. Em outras palavras: tomam decisões sem demonstrarem sabedoria para equacionar as necessidades da população mais humilde sem comprometer sua renda de subsistência, população essa com pouca poupança (ou sem nenhuma), sem garantias a curto e médio prazo, boa parte desempregada e sobrevivendo da informalidade (no popular: viver de "bico").

Enquanto isso, mais um balde de água fria foi jogada na "esquerda". Por recomendação da PGR, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jaques de Medeiros, disse "não haver elementos reveladores da prática de delito", porque ele não foi orientado a se isolar e nem existe norma federal com restrição a eventos, atividades e prestação de serviços". 

Com isso, o ministro Marco Aurélio Mello arquivou a queixa apresentada ao STF pela oposição, PDT, PT, PSOL, PC do B, PSB e Rede, para processar criminalmente Jair Bolsonaro por contrariar orientações do Ministério da Saúde na epidemia do coronavírus, com a acusação de que o presidente havia exposto a vida ou a saúde das pessoas a perigo direto e iminente, infringir medida sanitária preventiva, incitação ao crime e prevaricação. O ministro escreveu: "Não há indício de estímulo ou instigação da prática de ato a respeito do qual a lei considere crime. Conforme assinalado pelo Ministério Público Federal, o livre fluxo de pessoas não configura, por si só, infração de medida sanitária preventiva".
Foi um dia e tanto...