O governador de São Paulo está se derretendo na opinião pública?

Então... Lauro Jardim, afirma em sua coluna no O Globo que estão "bastante avançados" os estudos e o planejamento para que seja decretado o lockdown (bloqueio total) da capital paulista e cidades da região metropolitana de São Paulo a partir desta segunda-feira, 18/05. O motivo, diz ele, são o baixo índice de isolamento social e o risco de colapso nos serviços de saúde. Entretanto, na entrevista coletiva desta quinta-feira, 14/05, da qual João Doria não participou, os representantes do governo de São Paulo não mencionaram bloqueio total a partir da próxima semana. Os secretários disseram que todas as opções estão sobre a mesa e que qualquer decisão será tomada "com base na ciência". Resta saber a que "ciência" se referem os secretários e governador de SP, uma vez que o prefeito de New York constatou que o isolamento nas casas não impediu a contaminação por Covid-19, aliás o isolamento foi o principal responsável pela contaminação segundo ele. Bom, em videoconferência com empresários ontem pela manhã, 14/05, o presidente Jair Bolsonaro criticou o governador de São Paulo pelas medidas de isolamento social no estado. Ele disse: "Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, decidindo o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria. É guerra." Enquanto isso, João Doria experimenta do seu próprio veneno ao ser processado pela advogada Patricia Ferreira Basseto de Castro por não usar máscara durante a coletiva do dia 11/05, em flagrante desobediência ao seu próprio decreto. Ora, comentários nos bastidores dão conta que mesmo passando a usar máscara, e independente de multa ou condenação por improbidade administrativa, pode estar subentendido que o governador SP colocou na coleção mais um abalo moral como gestor público e, segundo uns e outros, se derretendo literalmente ante a opinião pública. Pelo sim pelo não, o Estado de São Paulo está quebrando geral, ou não? Oremos?