O governo paulista, o mistério da cloroquina e a população

10/08/2020

O jornalista Augusto Nunes comentou no site R7, na sexta-feira, 07/08, que "... o governador João Doria voltou a desdenhar do uso da cloroquina no combate à pandemia de Covid-19, ao ironizar em uma entrevista coletiva: "Não era com a cloroquina que poderíamos ter salvado 100 mil vidas". O jornalista diz que "ninguém sabe direito qual é a metodologia usada para calcular o número de vidas salvas pela estratégia de combate ao coronavirus adotada pelo governo paulista. Eram 90 mil há 10 dias. Subiram para 100 mil.

Segundo Augusto Nunes, "pelo que Doria diz, o isolamento social foi a medida mais eficaz no esforço para conter o número de mortes. Quais teriam sido as outras? Mais: se a cloroquina não evitou um único óbito, é preciso explicar por que o medicamento foi utilizado no tratamento de pacientes internados em hospitais paulistas. No site da secretaria da Saúde, as páginas reservadas a informações sobre a pandemia informam que, entre março e maio, o governo estadual recebeu do Ministério da Saúde 986 mil comprimidos de cloroquina difosfato 150 mg. Em 16 de junho, data da última atualização do documento, restavam 40% desse total. Que fim levaram os quase 600 mil comprimidos que completavam o lote?"

Entretanto, mesmo com o governador de São Paulo, João Doria, desdenhando o uso do kit cloroquina, da mesma forma que desdenhou da pandemia nas vésperas do carnaval, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip,  usou sulfato de hidroxicloroquina   para se tratar e se curar do Covid-19, assim como o presidente Jair Bolsonaro e vários ministros de Estado, contando também que tem sido um sucesso em várias cidades do Estado de São Paulo e do Brasil, inclusive adotado pela prefeitura de Jundiaí nas farmácias das UBSs, etc., mesmo com a "ciência" e a OMS não reconhecendo a eficácia do kit cloroquina.

Parece ser consenso geral da medicina que ainda não se sabe definitivamente o comportamento do novo Covid-19, e mesmo a OMS tem divulgado suas incertezas e opiniões/informações contraditórias sobre a pandemia, duração, tratamentos, até mesmo sobre a eficácia das vacinas em andamento, inclusive com a OMS afirmando recentemente que a solucão para o Covid-19 talvez nunca exista. O que se observa como óbvio na opinião pública que o uso da pandemia  é para fins políticos, e também para desgaste da presidência da Republica Federativa do Brasil, por aqueles que querem o poder a qualquer custo, mesmo sacrificando a população tanto na saúde como na economia.

E mais... há também questionamentos e dúvidas, inclusive até entre médicos e agentes de saúde, se o governo paulista está reportando mortes por outras patologias como sendo por Covid-19, e se está sendo informado corretamente o número de mortes pelo Covid-19. Muitos prefeitos e vereadores que se omitem, que são insensíveis e abusam da autoridade durante a pandemia, e com denúncias de corrupção na Saúde, querem se reeleger fazendo de conta não tem nada de errado na administração e câmara municipal, mas... o eleitor, que se importa com o que vê, certamente vai levar tudo em conta nas próximas eleições de novembro.