O PSDB deixou de usar máscara ao se unir ao PT?

Estão comentando nos bastidores e opinião pública que, neste último fim de semana, o PSDB mostrou sua verdadeira face, ou seja: está unido com o PT. Ora, o PSDB, junto com o PT, entrou na justiça para tentar tirar Carlos Bolsonaro do Palácio do Planalto, logo depois que caiu a máscara do governador João Dória ao postar um afago ao ex-presidente Lula nas redes sociais, amplamente divulgado e criticado.

Se é, ou não, uma "ação" coordenada para "reforçar" os ataques tucanos/esquerda na tentativa de enfraquecer o presidente Bolsonaro, essa "atitude" do PSDB junto com o PT pode ter o efeito reverso no partido, ou seja o aumento da mancha vermelha nas cores azul/amarelo da imagem do PSDB, já desgastada como "farinha do mesmo saco". E, ainda, mostra que saiu de cima do muro para "voar" em uma aventura baseada em politicagem rasteira, nos moldes da esquerda, certamente para satisfazer o ego dos que querem "tomar o poder custe o que custar", usando de artifícios tipicamente maquiavélicos, segundo comentários nos bastidores e opinião pública.

Com isso, o PSDB "confessa" estar indiscutivelmente na esquerda política, onde sempre esteve, abandonando definitivamente a fantasia do partido supostamente de centro direita, preconizado por Dória. Nunca foi. O PSDB deixa transparecer que não tem outra vocação que não seja a de esquerda. O "nós e eles" sempre foram uma e a mesma coisa. Os eleitores sabem disso. Enéas já havia avisado sobre isso, e também Bolsonaro na campanha eleitoral 2018.

Com o resultado das eleições presidenciais de 2018, o ex-candidato Alckmin, indisfarçavelmente constrangido, teve que engolir essa constatação ao ficar em 4º lugar na disputa presidencial com meros 4,76% dos votos válidos. Um vexame sem precedentes para o PSDB, e para a carreira política do ex-governador. O eleitorado não esqueceu e não perdoou.

Doria, só conseguiu se eleger governador em São Paulo, contra Márcio França, depois que se auto-colou na popularidade e liderança de Bolsonaro para, depois de trair Alckmin, do próprio partido, trair também Bolsonaro. Aparentemente a "sede" do PSDB está visível na "disposição" de Dória pelo poder, com todos os sintomas do vírus incurável da ganância. Com isso, o partido de FHC, José Serra, Aécio e outros, deixa entrever não ter dignidade, pudor e muito menos respeito para com adversários, políticos ou não... ou nunca teve, segundo avaliações de próprios filiados e simpatizantes.

Enquanto isso, o parecer do vice-procurador-geral eleitoral dá andamento no pedido de cassação do registro do PTpara "sufoco" do partido, e uma pergunta começa a incomodar a militância: se o registro do PT for cassado, para onde vai correr a turma toda? Para o PSDB? Mas, qual o futuro do PSDB? Os eleitores sabem... pois, para descartar políticos como Dória, Joyce, Frota & Cia, o eleitorado já deu uma amostra "grátis" em 2018 em Alckmin. Entretanto, muitos "políticos" ainda pensam que o eleitorado tem a memória curta... Precisam pagar para ver?